Meu processo: posso enviar?

Dia 21 de março de 2012, a Ministra da imigração e das comunidades culturais do Québec tomou uma decisão em relação aos pedidos de CSQ. Segundo essa decisão, a Ministra determina o número máximo de pedidos podendo ser apresentados por certos candidatos à imigração econômica.

A École Québec, sempre no intuito de ajudar os interessados pela imigração ao Québec, redigiu esse informativo para ajudá-los a tomarem uma decisão mais esclarecida. Como os trabalhadores qualificados representam a grande maioria dos alunos da École Québec, abordaremos somente essa categoria de imigração neste informativo.

Primeiro, é importante especificar que os detentores do CSQ não serão tocados por essa mudança no funcionamento da imigração ao Québec, nem quem já deu entrada ao processo de imigração pelo Québec. A decisão afeta somente as pessoas que mandarão o pedido de CSQ a partir do dia 21 de março de 2012 e até o dia 31 de março de 2013.

Com essa decisão da Ministra, a categoria dos trabalhadores qualificados foi dividida em três grupos: 1, 2 e 3. Se você se encaixar no grupo 1, você poderá mandar seu pedido de CSQ e será avaliado do mesmo jeito que era antes, ou seja, pelo sistema de pontos. Se você se encaixar no grupo 2, poderá mandar seu pedido de CSQ até o Ministério da Imigração atingir o limite de 14 300 pedidos e se conseguir mandar a tempo será também avaliado do mesmo jeito que era antes. Os que se encaixam no grupo 3 não poderão mandar o pedido até o dia 31 de março de 2013. Ainda não sabemos se a partir do dia 1° de abril de 2013 os candidatos do grupo 3 poderão recomeçar a participar do processo de imigração.

Grupo 1: todos os pedidos serão recebidos

Você pertence ao grupo 1 se você se encontra numa destas situações:

– Você ou seu cônjuge que o acompanha possui um diploma de um estabelecimento de ensino numa área que lhe permite obter 12 ou 16 pontos no critério de área de formação. O número de anos de estudos exigido por obter o seu diploma deve ser pelo menos igual ao número de anos exigidos para obter o mesmo diploma no Québec. Esse diploma deve ter sido obtido há menos de cinco anos. Senão, você deve ter trabalhado pelo menos um ano em tempo integral, na área de formação nos últimos cinco anos antes de apresentar o seu pedido.

 

Nota: Como é difícil identificar só pelo nome da formação qual corresponde a sua, recomendamos que você compare a grade do seu curso brasileiro com a grade dos cursos quebequenses. Às vezes, o nome pode variar um pouco, mas as matérias e os empregos que você pode conseguir com o diploma são os mesmos.

 

Seguem as áreas de formação deste grupo:

Graduação (4 ou 5 anos)
Engenharia aeroespacial, aeronáutica e astronáutica,
Enfermagem
Bioquímica
Química
Probabilidades e estatísticas

Curso nível tecnólogo (3 anos)

Consultoria em seguros e serviços financeiros
Gestão de comércios
Tecnologia dos procedimentos e da qualidade dos alimentos
Tecnologia da engenharia civil
Técnicas de engenharia química
Técnicas de laboratório
Técnicas de procedimentos químicos
Ciências aeronáuticas
Técnicas de construção aeronáutica
Técnicas de transformação dos materiais compostos
Técnicas de transformação das matérias plásticas
Tecnologia da produção farmacêutica
Enfermagem
Tecnologia de medicina nuclear
Tecnologia de radiodiagnostica
Tecnologia de radio-oncologia

Curso técnico: Como a maioria dos cursos técnicos do Québec (D.E.P.) não tem equivalente no Brasil, não enumeraremos todos os cursos aqui, mas é possível obter a lista completa no site da imigração.  Os cursos técnicos são enumerados na parte “niveau secondaire professionnel”.

Seguem alguns exemplos:

Instalação dos materiais compostos (900 horas/ 1 ano)
Montagem de cabos e de circuitos (945 horas/ 1 ano)
Montagem de estruturas em aeroespacial (975 horas/ 1 ano)
Montagem mecânica em aeroespacial (1185 horas/ 1,5 ano)
Usinagem (1800 horas/ 2 anos)
Lataria de precisão (1275 horas/ 1,5 ano)
Fabricação de estruturas metálicas e metais (1350 horas/ 1,5 ano)
Soldador (1800 horas/ 2 anos)
Assistência dentária (1500 horas/ 2 anos)
Assistência técnica em farmacêutica (1230 horas/ 1,5 anos)

– Você ou seu cônjuge tem uma oferta de emprego de um empregador do Québec e essa oferta foi validada pelo ministério da imigração e das comunidades culturais do Québec. Cada vez mais brasileiros conseguem um emprego antes mesmo de receber o visto de residente permanente ou até do CSQ. Para acontecer, precisa ser proativo, ter um excelente francês e ter uma profissão que não precise de um grande nível de adaptação como, por exemplo: TI, algumas engenharias e área financeira e de seguros.

– Você reside temporariamente no Québec como trabalhador qualificado.

– Você é diplomado por um estabelecimento de ensino do Québec. As formações aceitas são as seguintes: baccalauréat de 1er cycle universitaire, maîtrise, M.B.A., doctorat, diplôme d’études collégiales techniques (tecnólogo), diplôme d’études professionnelles (técnico de 1 800 horas ou mais), attestation de spécialisation professionnelle (técnico especializado de 1 800 horas ou mais), D.E.P. seguido de um A.S.P. (acumulando 1 800 horas).

– Você reside temporariamente no Québec como estudante estrangeiro através de um programa de intercâmbio (por exemplo: PVT).

 

Grupo 2: somente 14 300 pedidos serão recebidos entre 21 de março de 2012 e 31 de março de 2013

Você pertence ao grupo 2 se você se encontra numa destas situações:

– Você ou seu cônjuge que o acompanha tem um diploma de um estabelecimento de ensino numa área que lhe permite obter 6 pontos no critério área de formação da tabela de seleção dos trabalhadores qualificados. O número de anos de estudos exigido para obter o seu diploma deve ser pelo menos igual ao número de anos exigidos para obter o mesmo diploma no Québec. Esse diploma deve ter sido obtido há menos de cinco anos. Senão, você deve ter trabalhado pelo menos um ano, tempo integral, nos últimos cinco anos antes de apresentar o seu pedido.

Nota: Como é difícil identificar só pelo nome da formação qual corresponde a sua, recomendamos que você compare a grade do seu curso brasileiro com a grade dos cursos quebequenses. Às vezes, o nome pode variar um pouco, mas as matérias e os empregos que você pode conseguir com o diploma são os mesmos.

Seguem as áreas de formação deste grupo:

Graduação (4 ou 5 anos)
Tradução
Engenharia alimentar
Engenharia biológica e biomédica
Engenharia química
Engenharia civil, da construção e do transporte
Engenharia informática e da construção de computadores
Engenharia mecânica
Geodesia
Ciências da computação
Ciências e tecnologia dos alimentos
Dietética e nutrição
Administração de negócios
Contabilidade e ciências contábeis
Gestão de recursos humanos
Gestão e administração das empresas
Formação dos educadores especialistas em adaptação escolar (pedagogia para crianças com dificuldade de apredizado)
Serviço social
Atuária
Matemática
Microbiologia

Curso nível tecnólogo (3 anos)

Técnicas de secretariado
Técnicas de contabilidade e de gestão
Técnicas de informática
Técnicas de saúde animal
Gestão de um estabelecimento de restauração
Tecnologia da mecânica civil
Tecnologia da arquitetura
Tecnologia da estimação e da avaliação predial
Técnicas do móvel e da madeira
Técnicas de animação 3D e da síntese das imagens
Técnicas de integração multimídia
Técnicas de manutenção de aeronaves
Técnicas de engenharia mecânica
Mineração
Geologia aplicada
Metalurgia
Técnicas de readaptação física
Técnicas de órtese e de prótese ortopédicas
Técnicas de trabalho social
Técnicas de educação infantil
Técnicas de educação especializada
Técnicas de intervenção a delinquência
Técnicas da logística do transporte

 

Curso técnico: A maioria dos cursos técnicos do Québec (D.E.P.) não tem equivalente no Brasil, não enumeraremos todos os cursos aqui, mas é possível obter a lista completa no site da imigração.

Seguem alguns exemplos:

Suporte em informática (1800 horas/ 2 anos)
Contabilidade (1350 horas/ 1,5 ano)
Confeitaria (1350 horas/ 1,5 ano)
Desenho de prédios (1800 horas/ 2 anos)
Refrigeração (1800 horas/ 2 anos)
Enfermagem (1800 horas/ 2 anos)

– Você ou seu cônjuge que o acompanha tem um diploma do Québec compreende pelo menos um ano de estudos, tempo integral. Esse diploma deve ter sido obtido há menos de cinco anos. Senão, você deve ter trabalhado pelo menos um ano, tempo integral, nos últimos cinco anos antes de apresentar o seu pedido.

Nota: se o seu diploma aparece na lista das áreas de formação oferecendo 12 ou 16 pontos no critério área de formação, você pertence ao grupo 1.

Grupo 3: nenhum pedido será recebido entre 21 de março de 2012 e 31 de março de 2013

– Você pertence ao grupo 3 se a sua situação não corresponde a nenhuma das situações descritas nos grupos 1 e 2.

 

Níveis avaliados

C2

Superior avançado 

 

É capaz de compreender, sem esforço, praticamente tudo o que ouve ou lê. É capaz de resumir as informações recolhidas em diversas fontes orais e escritas, reconstruindo argumentos e factos de um modo coerente. É capaz de se exprimir espontaneamente, de modo fluente e com exactidão, sendo capaz de distinguir finas variações de significado em situações complexas.

 

C1

Superior 

 

É capaz de compreender um vasto número de textos longos e exigentes, reconhecendo os seus significados implícitos. É capaz de se exprimir de forma fluente e espontânea sem precisar de procurar muito as palavras. É capaz de usar a Iíngua de modo flexível e eficaz para fins sociais, académicos e profissionais. Pode exprimir-se sobre temas complexos, de forma clara e bem estruturada, manifestando o domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão do discurso.

 

B2

Intermediário avançado 

 

É capaz de compreender as ideias principais em textos complexos sobre assuntos concretos e abstractos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialidade. É capaz de comunicar com um certo grau de espontaneidade e de à-vontade com falantes nativos, sem que haja tensão de parte a parte. É capaz de exprimir-se de modo claro e pormenorizado sobre uma grande variedade de temas e explicar um ponto de vista sobre um tema da actualidade, expondo as vantagens e os inconvenientes de várias possibilidades.

 

B1

Intermediário 

 

É capaz de compreender as questões principais, quando é usada uma linguagem clara e estandardizada e os assuntos lhe são familiares (temas abordados no trabalho, na escola e nos momentos de lazer, etc.) É capaz de lidar com a maioria das situações encontradas na região onde se fala a língua-alvo. É capaz de produzir um discurso simples e coerente sobre assuntos que lhe são familiares ou de interesse pessoal. Pode descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como expor brevemente razões e justificações para uma opinião ou um projecto.

 

A2

Elementar avançado 

 

É capaz de compreender frases isoladas e expressões frequentes relacionadas com áreas de prioridade imediata (p. ex.: informações pessoais e familiares simples, compras, meio circundante). É capaz de comunicar em tarefas simples e em rotinas que exigem apenas uma troca de informação simples e directa sobre assuntos que lhe são familiares e habituais. Pode descrever de modo simples a sua formação, o meio circundante e, ainda, referir assuntos relacionados com necessidades imediatas.

 

A1

Elementar 

 

É capaz de compreender e usar expressões familiares e quotidianas, assim como enunciados muito simples, que visam satisfazer necessidades concretas. Pode apresentar-se e apresentar outros e é capaz de fazer perguntas e dar respostas sobre aspectos pessoais como, por exemplo, o local onde vive, as pessoas que conhece e as coisas que tem. Pode comunicar de modo simples, se o interlocutor falar lenta e distintamente e se mostrar cooperante.

 

 

Uma sociedade francófona

O que faz do Québec uma sociedade única na América do Norte é o seu caráter francófono: o idioma francês é falado por mais de 80% da população.

Se o conhecimento da língua francesa é importante no processo de seleção, ele passa a ser essencial quando se trata da integração e participação na sociedade quebequense.

A partir do momento em que o recém-chegado entra em Québec, ele começa a viver em um ambiente francófono. Procurar moradia, abrir uma conta em banco, matricular os filhos na escola – tudo isso é feito em francês.

 

Valores Quebequenses

Québec, como terra acolhedora, atrai principalmente pelos valores fundamentais que a caracterizam, ou seja, trata-se de uma sociedade democrática, com oportunidades igualitárias para mulheres e homens, e com marcada expressão francesa. Adaptar-se a esse novo ambiente e participar plenamente da sociedade quebequense significa estar pronto para descobrir e respeitar esses valores fundamentais, os quais são enunciados na Charte des Droits et Libertés de la Personne du Québec (Declaração dos Direitos e Liberdades da Pessoa do Québec).

A École Québec na missão de recrutamento de 2011

A Québec International, agência regional de desenvolvimento econômico, realizou uma missão de seleção de profissionais da área de TI na semana do dia 24 de outubro de 2011, na qual 196 entrevistas foram feitas nas cidades de São Paulo e Curitiba por cinco empresas da região de Québec, que tinham mais de 100 vagas para oferecer.

Participaram desta missão  28 alunos e ex-alunos da École Québec do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os resultados foram excepcionais: 15 alunos foram contratados. Os que já tinham em mãos o CSQ, tiveram seus processos federais acelerados e os que ainda não tinham começado o processo de imigração do Québec receberam um visto de trabalho.

Para quem conseguir uma oferta de emprego formal, o processo de imigração é acelerado pois o processo de obtenção do visto de trabalho dura de 3 a 5 meses comparado com perto de dois anos para o processo de trabalhador qualificado do Québec. O cônjuge também recebe um visto de trabalho e os filhos podem estudar em escolas públicas. Depois de um ano no Québec, esses profissionais e suas famílias podem pedir residência permanente baseada em experiência quebequense.

Por isso, vale a pena investir no francês com objetivo de obter um emprego antes mesmo de dar entrada no processo de imigração e assim obter um visto de trabalho! É justamente o que os dirigentes provinciais e federais do Canadá almejam: receber imigrantes com emprego garantido.

Para se manter informado sobre oportunidades de emprego na cidade de Québec, visite o site Québec en tête.

Depoimento da Eliana, ex-aluna da École Québec

“Tive a felicidade de chegar no Québec já empregada pois fui contratada por uma empresa de consultoria em TI québecoise, por conta da primeira Missão de Recrutamento de Profissionais de TI. Enviei meu CV, fui selecionada para entrevista e no 3º encontro via skype, recebi a oferta de emprego.

A primeira entrevista foi basicamente sobre minha formação acadêmica e experiência profissional. Na segunda entrevista, fiz uma redação e na terceira conversa, já falamos sobre salário e benefícios da empresa.

Acredito que tenha conseguido a vaga pois tinha o perfil que eles buscavam e um bom nível de francês, que consegui através de anos de estudo. Além disso, foi essencial saber como preparar o CV e a carta de apresentação no padrão deles, coisas que aprendi na École.

Sempre concordei que estudar francês é essencial para quem quer imigrar para o Québec, mas hoje posso dizer com propriedade que você estará melhor preparado para ingressar no mercado de trabalho e também conseguirá se adaptar com mais facilidade ao novo ambiente se mantiver o foco de melhorar o francês.”

Québec: uma sociedade aberta à imigração

Situado no nordeste da América do Norte e com uma população de mais de 7,5 milhões de habitantes, o Québec é uma sociedade aberta à imigração. A cada ano o Québec acolhe, em média, 45 mil imigrantes provenientes de uma centena de países.

Escolher o Québec significa optar por viver em uma sociedade democrática, aberta e francófona. Significa também viver em um local reconhecido por sua qualidade de vida: custo de vida razoável, educação a preços acessíveis e um ambiente seguro.

 

Paulo e Janete (do documentário: o último que sair fecha a porta)

Nossa entrevista foi com a Soraia Tandel, no dia 28 de novembro de 2008. Nós estávamos bastante nervosos já fazia bem uns 15 dias, mas o dia D é algo especial. Chegamos meia hora antes. Nossa entrevista estava marcada para 15h00.
Quando chegamos fomos anunciados e subimos. Ao entrarmos, ficamos aguardando sermos chamados. A espera é dura e já estávamos bastantes nervosos.
Logo quando entramos, a Soraia nos pediu para sentarmos e começou a entrevista por mim (Paulo), acho que devido a eu ser o requerente principal, me pediu os passaportes e em seguida os diplomas e quanto tempo estudamos francês e para nossa surpresa ela nos disse que a École Québec é ótima e traz muitos alunos preparados e seguros do que estao falando e com objetivos concretos.
Ela perguntou sobre as áreas que trabalhei e sobre os meus cursos (técnico e superior).
Depois, ela me perguntou quais as áreas que eu pretendia trabalhar no Québec e o que eu conhecia do Québec, se já tínhamos visitado a Província, se tínhamos conhecidos ou até mesmo família no Québec e quais as razões que nos fizeram decidir imigrar. Eu disse que eu e a Janete já havíamos visitado o Québec e inclusive estudado francês e ela nos disse que isso foi muito importante, tanto por ter conhecido o lugar onde iriamos morar, como ter aprendido um pouco do sotaque e da cultura do Québec.
Ela também sugeriu que Montréal seria um ótimo lugar para habitar, mas para solteiros, no nosso caso Québec seria ideal, para trabalhar, estudar e construir uma família.
Logo mais, foi a vez da Janete a explicar sua área de formação e profissional, também fez as mesmas perguntas, eu acho que foi mesmo para verificar o nível de francês e se realmente estávamos certos do que estávamos querendo.
Depois de tudo explicado, ela começou a inserir dados no seu computador afim de verificar se tínhamos atingido as pontuações necessárias e obrigatórias para obter o CSQ (Certificado de Seleção do Québec).
Nessa hora, já estávamos bem mais tranquilos!
E que de repente ela diz: Parabéns, vocês foram aprovados e Bem Vindos ao Québec!
Ela nos explicou como seria dar entrada nos passaportes e no Processo Federal e nos deu o tal livrinho Aprendre le Québec.
E em seguida, disse, já podemos falar em português………. ufa……..
Nós ficamos muito contentes e aliviados, foram meses de preparação e espera por essa resposta!

Edimar e Luciana

Nossa entrevista foi feita pelo Monsieur Daniel Leblanc, ele foi super simpático e acolhedor e nos deixou bem confortável para podermos responder as questões. Nos perguntou para qual cidade iriamos emigrar e por que tinhamos escolhido a cidade, pediu para contarmos um pouco sobre o trabalho que tinhamos na época e também os trabalhos anteriores.

Entendemos tudo que ele perguntava e em momento algum precisamos perdir para ele repetir as questões. Quando ele começou a pedir para mostrarmos os documentos e viu que tínhamos estudado na École Québec, ele riu e fez uma brincadeira dizendo que era por isso que falávamos e entedíamos bem o francês, que ele já havia entrevistado outros alunos e que todos tínhamos bons histórico, estávamos bem preparados para a entrevista e tínhamos um bom francês. Ele olhou todos os documentos que comprovava todas as experiências que tínhamos relatado anteriormente.

Tinhamos feito um projeto de emigração e ele ficou bem impressionado e elogiou nossa pesquisa. Tudo o que nós respondiamos e que ele comprovava com os documentos ele se virava para o computador e me parecia marcar os pontos. Me fez uma pergunta em inglês e logo retornou para o francês. Após quase uma hora de entrevista ele disse uma frase que nós nunca esqueceremos : Le Québec vas tomber d’amour pour vous. Vous êtes acceptés. Este foi pra nós o melhor momento do processo que só foi menos importante que a chegada ao Canadá.

Nossa entrevista durou aproximadamente 1 hora, ele nos deu diversas dicas de como procurar um trabalho, o que fazer aqui no momento da chegada. Podemos dizer que foi mais um bate-papo do que uma entrevista, e hoje acredito que esta tática funciona super bem, pois além de nos deixar mais à vontade acredito que ele consiga saber muito mais sobre os futuros emigrantes.

Agrademos a nossas professoras e professoras da École Québec , recomendamos fortemente para todos que querem emigrar, além da velocidade com que aprendemos o francês o fato de ser francês quebequense faz toda a diferença quando se chega aqui.

Boa sorte a todos e mais uma vez obrigada!

 

Mirela e Ricardo

Depois de 10 meses no Québec e de um período de adaptação e preparação aqui para enfrentar melhor o mercado de trabalho, estamos contentes que nosso sonho começa a tomar forma.

Estamos felizes e muito agradecidos à École Québec, representando todos os profesores que tivemos, que durante esse período de preparação para imigrar, nos ajudou a viver um pouquinho do Québec mesmo ainda estando no Brasil!

O que vocês ensinaram foi muito mais do que francês 🙂

Relato de Entrevista – 19 novembre 2008

Antes de começar nosso relato, irei descrever nossos perfis e também já dizer de antemão que a nossa entrevista estava marcada no dia 12/11/08. Às 15h30, já estávamos com o nosso CSQ!

Perfis:

Mirela – Requerente Principal

28 anos

Graduada em Arquitetura e Urbanismo desde 2002

4,5 anos de experiência

368 horas de francês

Ricardo- Esposo

28 anos

Graduado em Arquitetura e Urbanismo desde 2003

Curso Técnico em Edificações

2,5 anos de experiência

228 horas de francês

Entrevista:

Chegamos ao CENU 14h30 e avisamos na portaria da nossa presença, e na mesma hora percebi que a recepcionista possuía uma lista com os horários da entrevista e na intenção de acalmar a minha ansiedade fiz a seguinte pergunta:

– Quem devemos procurar para a entrevista?

A resposta foi imediata:

– MS. Eddie Alcide

Fomos avisados que as entrevistas estavam com 1hora de atraso.

Na sala de espera já no 15º andar onde estávamos com mais 2 pessoas que também esperavam, logo apareceu a Mme. Soraya Tandel se desculpando pelo possível atraso e dizendo que a causa disso era a queda do sistema e que possivelmente sairíamos dali com a nossa resposta, porém sem o papel, que seria enviado por correio o mais rápido possível.

Agradecemos a atenção e continuamos na nossa espera.

Para nossa surpresa, após todos saírem, passaram-se apenas 15 minutos de atraso e fomos chamados pelo MS. Alcide, que por sua vez foi muito profissional e tranqüilo.

Começou nos perguntando se preferíamos a entrevista em inglês ou em francês e a resposta foi:

– Eu prefiro francês mas se o Sr. preferir eu posso fazer em inglês. Meu marido também fala francês.

Ele sorriu e olhou para mim perguntando em inglês e prontamente respondi que sim e na seqüência vieram algumas perguntas do tipo: Onde você aprendeu? Quanto tempo estudou e por quê?

Bem essas foram as únicas perguntas em inglês.

Ele começou na seqüência a pedir meus documentos de comprovação de trabalho e eu fui mostrando. Tínhamos cartas assinadas de nossos empregadores em francês assim como holerites e carteira de trabalho e acreditamos que as cartas ajudaram em muito, já que nelas estavam todas as funções descritas assim como quantidade de horas. Assim que se deu por satisfeito pediu meu diploma e começou a digitar.

Pediu nossa certidão de casamento.

Dirigiu-se ao Ricardo e começou a pedir os diplomas e comprovações de trabalho dele. Das quais olhou apenas o necessário, a primeira delas. Perguntou algumas informações sobre Faculdade que ele estudou e do curso técnico.

Enfim, fez algumas afirmações sobre as dificuldades de Equivalência de Diploma e a nossa intenção de ter o titulo de Arquiteto reconhecido pela OAQ (Ordem dos Arquitetos do Québec) e disse que esse processo poderia tomar mais de 4 anos. De prontidão respondemos que tínhamos um plano bem definido para isso e que estávamos preparados para trabalhar como desenhistas e assistentes de arquitetos. Mostramos também um dos 3 organogramas que o Ri desenvolveu de como faremos esse processo e quais nossos planos para cada fase de adaptação.

A próxima pergunta foi:

– E se vocês não encontrarem trabalho?

– Não acreditamos que teremos problemas porque segundo nossas pesquisas, temos um mercado grande para explorar. Daí mostramos toda nossa pesquisa de mercado e vagas de emprego da nossa área no nosso plano.

E ele volta a digitar. Estávamos em silêncio quando o interrompemos para deixar claro que estávamos à disposição para falar em francês, caso ele quisesse. Muito educadamente virou a cadeira e disse:

– Vá pensando em alguma coisa para me dizer enquanto eu termino aqui.

No final ele já estava imprimindo o nosso CSQ e eu sem perceber comecei a mostrar um portifólio falei bastante de trabalho e ele se interessou no começo, fez uma pergunta e logo disse:

– Estou contente de dizer que vocês foram aceitos pelo Quebec.

Bom eu e o Ri nos olhamos muito felizes e enquanto ele assinava nosso CSQ nos disse que nós parecíamos estar preparados, com vários materiais, mas que também deveríamos estudar MUITO mais francês para chegarmos no Québec no ponto de encontrarmos um trabalho.

Sem comentar que o Ri ficou rindo de mim, pois eu estava lá falando como uma tagarela sobre o meu trabalho e o entrevistador tentando nos entregar o CSQ…rsrsrs nem vi o tempo passar.

Agradecemos, trocamos mais algumas palavras e saímos da sala, caminhando nas nuvens de tão felizes!!!

Impressões pessoais:

– Percebemos que ninguém está lá para impedi-lo e muito menos aprová-lo automaticamente, portanto é necessária uma postura ativa SIM. Postura essa que é utilizar das perguntas dele para dar respostas longas, falar sobre o plano de imigração e mostrar o seu francês.

– Tínhamos um Plano de Vida completo e com uma apresentação especial (um pouco até para mostrar a aplicação das nossas aptidões profissionais) , que foi usado 10%. Apesar de o entrevistador ter olhado nosso plano a fundo, ele foi fundamental para o nosso amadurecimento, planejamento e tomada de decisões, nos dando mais segurança para a entrevista, pois sabíamos que se precisássemos tínhamos previsto algumas situações futuras.

Concordamos com nossos amigos que já estão no Québec, de que a entrevista apesar de fundamental para o processo, é um pequeno passo para imigrar, e toda preparação, troca de experiências e pesquisa feita daqui ajuda na adaptação nas tão sonhadas terras Quebecoises!

Ana

Estudar na École Québec foi indiscutivelmente o melhor passo que dei para o meu projeto de imigração. Aprender o francês com o acento quebequense e dentro do contexto cultural do Québec me fez muita diferenca. Nada como conhecer bem o terreno antes de aterrissar nele.

Abraços a todos,

Ana (aluna da École Québec em 2008)

 

Fulvio Tarifa Toniato

Quando comecei a estudar na École Québec, eu vinha de uma base de Francês da França cursado em outra escola e confesso que achei o começo um pouco difícil por causa daquela pronúncia québecoise tão diferente.

Eu assistia aos vídeos e ouvia as músicas do Qúebec que me deixaram preocupado a ponto de pensar se eu realmente conseguiria me adaptar a aquela maneira diferente de falar francês. Mas, afinal, não há nada melhor para aprender uma língua do ter aulas com um professor nativo. Aí então meus tropeços e receios do começo foram se transformando na certeza de ter feito a escolha certa em me matricular na ÉQ, especialmente quando fiz minha entrevista no escritório de imigração do Québec.

E quando eu tive que me mudar de São Paulo para o Rio de Janeiro lá estava a ÉQ Rio pra não me deixar na mão.

Na ÉQ eu aprendi muito mais do que o francês. Eu conheci de tudo um pouco do lugar que em pouco menos de um mês será minha nova casa. Aprendemos um pouco de história da província, discutimos as relações sociais, o mercado de trabalho e as questões sobre moradia (onde morar? alugar um 3 ½ ou um 4 ½ ? tout-inclus? meublés? demi-meublés?), conversamos sobre o sistema de ensino e as instituições do Québec, conhecemos um pouco sobre as festas, festivais e esportes de inverno que agitam as cidades, etc.

Eu tive ótimos professores e fiz muitos amigos-futuros vizinhos no Québec. Essa foi uma experiência que certamente me fará toda a diferença assim que eu chegar na Província.

Merci beaucoup Catherine, Raphael et tous mes professeurs de l’ÉQ !

On se voit au Québec!

 

Jacson Muniz

Estou há um mês vivendo em Montréal e apesar de ser uma vila praticamente bilingue, francês e inglês, sinto que na tratativa com as pessoas “québécoises”, o uso do francês é sempre mais amigável e mais bem recebido.

Não é fácil compreender o francês de Québec, mas com certeza o esforço de tentá-lo entender é bem valorizado. Nesses momentos percebo quanto foi útil e proveitoso estudar francês na École Québec enquanto morei no Rio de Janeiro, o contato constante com professores e amigos vindos de Québec ajudaram muito na minha integração aqui, pois além de aprender o idioma de forma prática, pude conhecer expressões e praticar meu ouvido para o “sotaque” de Québec, conhecer um pouco da cultura deles mesmo antes de sair do Brasil, ter acesso a filmes e livros produzidos em Québec, saber quais são ferramentas básicas utilizadas no dia-a-dia de um habitante de Québec e sobretudo, fazer grandes amigos com os quais posso reencontrar aqui e me sentir como se já morasse aqui há muito tempo.