[Série Québec] Sistema de Saúde Québécois

Bonjour! O nosso tema hoje é Saúde, mais especificamente no que consiste o sistema Québécois de saúde, quem tem direito e como ele funciona.

Vamos começar esclarecendo algumas coisas:

A primeira coisa é que esse post é específico sobre o sistema do Québec, e não sobre o sistema de saúde do Canadá como um todo. E porque digo isso? Porque o Canada Health Act diz que os serviços de saúde básicos devem ser universais e acessíveis em todo país, mas deixa as províncias liberdade para decidir o que é considerado um “serviço de saúde essencial” e como e onde isso deve ser atendido. Por isso falaremos apenas sobre o que a província do Québec cobre ou não e sobre os regulamentos dela apenas. Ok?

Centre universitaire de santé McGill

Vamos primeiro entender o que é considerado “serviços básicos” no Québec. E nesse caso o Québec é uma das melhores províncias para se morar, pois cobre sob a Régie de l’assurance maladie du Québec quase todos os serviços médicos, incluindo tratamento de fertilidade (com ressalvas), alguns tratamentos dentários e também os medicamentos.¹ Ficam fora dessa lista os serviços odontológicos (salvo cirurgias), alguns tratamentos médicos específicos e os tratamentos estéticos. E mesmo assim, a maioria dos empregadores oferece um plano complementar para ajudar no pagamento de alguns tratamentos não cobertos. E por falar nisso, quem tem direito ao sistema público?

  • Todos os cidadãos canadenses;
  • Quem possui residência permanente (após visitarem a Régie de l’assurance Maladie, fazer a inscrição, e receber o cartão em casa, que demora em média 3 meses);
  • Os trabalhadores temporários e os estudantes que recebem bolsa de estudos de um programa oficial do Ministério da Educação Canadense,  bem como seu cônjuge.

Todos os outros tem que obter um plano privado de saúde (que custa em média 1000$ por ano para um casal).

Aí cabe a pergunta: Faz alguma diferença ter um plano privado no Québec? E a resposta é Não. Não muda nada ter um plano. Não vais ser atendido mais rápido, ou ter tratamento melhor. Uma forma de entender seria assumir que o Sistema do Québec seria algo uma mistura entre o sistema do SUS com a qualidade dos planos privados. Também é proibido por lei cobrar por tratamentos para doenças crónicas e essas doenças são tratadas exclusivamente no sistema público.

L’Hôtel-Dieu de Québec

Outro ponto é citar que o Québec está realmente interessado no tema da saúde, o que faz com que cerca de 40% do dinheiro da província vá para essa área.

E, lendo isto, podes pensar que o Sistema Québécois é uma maravilha, o sistema perfeito onde não há erros e nem problemas. E sim, o sistema como um todo é muito bom, porém existem algums problemas.

O primeiro é que faltam médicos no Québec. Seja pelas extremas exigências para os estudantes da área ou pelos longos e complicados procedimentos para revalidar diplomas obtidos em outros países e também pela fuga de médicos para os EUA (onde os médicos são melhor remunerados) o fato é que faltam médicos no Québec.

Hotel-Dieu de Quebec, 1943
Uma freira cuidando de uma criança em 1943
O segundo problema é que, por sua dependência no Médico de Família (pelas regras Québécois, um especialista só pode ver um paciente em situação de emergência ou após acompanhamento do médico de família), o sistema tem longas filas de espera, chegando a até 8 meses para algumas especialidades.

E o terceiro é uma questão de mentalidade. A medicina Québécois é, em sua base, preventiva. Então a maioria dos médicos não tem tanta experiência com algumas doenças já desenvolvidas e o tratamento pode sofrer por isso.

Em resumo o sistema é bom e funciona (em uma recente pesquisa 80% dos Québécois dizem que não tem problemas em conseguir tratamento médico) mas precisa de algumas melhorias.

E como um PS final: Existe um programa para ajudar os médicos estrangeiros a se estabelecerem e exercer a medicina no Québec: O programa chama-se Recrutement Santé Québec e o link para o site deles está aqui, e a lista de etapas para exercer a profissão no Québec está aqui.
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¹. Uma lista completa do que é coberto pelo sistema público do Québec pode ser encontrada neste link.

Céline Dion faz show gratuito na École Québec hoje a noite

Poisson d’avril!!!

Pois é! Hoje é o dia da mentira no Brasil e o dia do peixe de abril no Québec. Nesse dia, os brincalhões inventam histórias mais ou menos… ou nada realísticas para contar para os amigos e familiares. É o dia de ver se tem capacidade de mentir.

Outra prática muito comum nesse dia no Québec é colar peixes coloridos de papel nas costas das pessoas. É um dia que dá muito trabalho para os professores e muitas risadas para “les petits et les grands”.

Más da onde vem essa tradição?

A origem desse costume é muito antiga e os historiadores não concordam plenamente sobre sua fonte. É certo que o peixe foi um símbolo desde os primeiros anos de era cristã, mas é difícil determinar ao certo como o peixe começou a ser associado ás brincadeiras e mentiras.

São várias hipóteses:

  1. Em 1564, o Rei Charles IV, mudou a data do início de ano que era no 1º de abril para 1º de janeiro e as pessoas continuaram entregando-se presentes, mas a partir daquele ano, presentes engraçados.
  2. Pode também ser pelo fato da data ser próxima ao final do quaresma, época em que se come bastante peixe para substituir a carne.
  3. É possível também que seja ligado ao fato que na França, em abril, a pesca era proibida no mês de abril então as pessoas davam peixes falsos para as pessoas.

 

{Festividades do Québec} Fête de la Saint-Patrick

No dia 17 de Março se celebra no Québec a Fête de la Saint-Patrick (dia de São Patrício), santo patrono da Irlanda. E antes que perguntem porque se celebra um feriado Irlandês no Canadá, vamos conhecer a história de São Patrício:

Maewyn Succat nasceu em 387 D.C. em Kilpatrick, na Escócia. Filho de um oficial do exercito romano, aos 16 anos ele foi capturado por piratas irlandeses, que o venderam como escravo na Irlanda.  Por seis anos, ele habitou esse país como escravo, e durante esse tempo aprendeu o idioma Celta, após esse tempo, consegui fugir, e anos mais tarde ele foi ordenado padre e adotou o nome latino de Patricius. Aos 46 anos, decidiu voltar à Irlanda para evangelizar seus habitantes. E ali permaneceu por quase 30 anos, até sua morte em 17 de Março de 461 D.C. De acordo com alguns relatos, Patricius teria fundado mais de 300 igrejas e batizado mais de 120,000 pessoas. Por esses feitos (e outros) ele é considerado um santo pela Igreja Católica e venerado como tal em vários países.

St._Patrick's_Day_greetingsExistem muitas lendas associadas à São Patrício, e citarei apenas duas (mas se estiver curioso, podes ler sobre elas na Wikipédia). A primeira  lenda conta que Patrício teria banido todas as serpentes da Irlanda, tendo-as forcado a se jogar no mar após elas o terem atacado durante um jejum de 40 dias que ele fazia no topo de uma colina¹. A outra lenda diz que São Patrício costumava explicar o mistério da Santíssima Trindade usando um trevo de três folhas, e é por isso que o trevo é comum nas festividades em honra à São Patrício. Outra anedota sobre o santo é que Patrício preferia o azul, mas durante a rebelião irlandesa de 1798, usar um trevo verde como forma de orgulho nacionalista se propagou e tornou-se um símbolo do nacionalismo Irlandês que permanece até hoje.

Mas voltando ao Québec: No século 19, mais especificamente, na década de 1840, houve uma grande fome na Irlanda, que forcou milhares de famílias a imigrar para o Canadá. Após a chegada no Québec, os imigrantes Irlandeses eram enviados para quarantina em Grosse Île, onde mais de 5,000 deles morreram de cólera e febre tifoide. Os sobreviventes desembarcaram no Québec, alguns decidiram se estabelecer na província enquanto outros foram para outras províncias e para os Estados Unidos. No Québec, a Fête de la Saint-Patrick é uma chance de honrar a memória desses imigrantes e seus descendentes, que hora formam mais de 6% da população da província.

Em Montréal, onde se comemora o dia de Saint-Patrick desde o século XVIII, existe desde 1824 a Parada Anual do dia de São Patrício. E este ano a Parada será celebrada no domingo 19 de Março. Podes encontrar mais info sobre as celebrações em Montréal neste site.  Já na cidade de Québec, celebra-se a Fête de la Saint Patrick duas vezes. A primeira no dia 17 de Março, e a segunda no dia 25 de Março, quando Québec celebrará a sua parada de São Patrício.

Então lembre-se de usar verde hoje, e Feliz dia de São Patrício!

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¹  Biólogos apontam para evidencias de que nenhuma serpente jamais habitou a ilha da Irlanda, mas os cristãos explicam que as serpentes são uma metáfora do paganismo São Patrício teria erradicado.

[Série Québec] Sistema de educação do Québec

Essa semana estamos em férias de primavera (Semaine de relâche¹) no Québec. E já que não existe devoir essa semana, falemos de como o sistema de ensino do Québec funciona.

E antes de citar o sistema escolar vamos falar sobre uma pergunta muito comum: Qual o idioma em uso nas escolas do Québec? A resposta é obviamente o Francês. Todos os alunos do Québec estudam obrigatoriamente em Francês do Préscolaire até o Secondarie, com linguas como Inglês, Espanhol, e outras sendo ensinadas como Línguas Estrangeiras. A única exceção são os alunos cujos pais tem como língua materna o Inglês, que tem permissão de estudar em escolas que utilizam esse idioma como língua comum. Após o Secondarie o aluno tem a opção de escolher em que idioma estudar. Mas vamos ao sistema de ensino:

education flipComeçando pelo começo. Após a licença maternidade (que pode durar até 1 ano), geralmente a primeira preocupação é Garderie (creche), que no Québec não é gratuita. Garderie é um tema vasto (que vamos cobrir no futuro) mas o importante nesse momento é saber que dura geralmente até os 4-5 anos de idade, quando a criança entra no Préscolarie (Pré-Escolar). O Préscolarie é gratuito, mas não obrigatório, e mesmo assim 98% das crianças do Québec estão inscritas.

No ano que completam 6 anos, as crianças entram no Primarie (educação primária), primeira etapa formal do sistema de educação québecois. Diferente das etapas anteriores, o Primaire é obrigatório e dura 6 anos. Após os anos de primário, os meninos passam ao Secondarie (Educação Secundária).

O Secondarie, que também é obrigatório e gratuito, dura 5 anos e ao final o estudante recebe o DES (Diplôme d’études secondaires). Mas o aluno tem a opção de sair a partir do final do 3° ano para cursar um curso técnico (DEP – Diplôme d’Études Professionnelles). E como aqui, os caminhos começam a variar, vamos seguir cada caminho por vez:

  1. O caminho mais comum de quem quer um diploma de estudos superiores é cursar os 5 anos de Secondarie e depois entrar num programa DEC (Diplôme d’études collégiales). Geralmente, fazem o DEC pré-universitaire (2 anos) e seguem para a universidade. Também, se pode fazer um DEC technique (3 anos)  e, após o término, seguir para o mercado de trabalho ou ir à universidade.
  2. Outra opção é fazer o Secondarie até o final do 3°, 4° ou 5°, e seguir para fazer um DEP (Diplôme d’Études Professionnelles) e, se preciso ou desejado fazer uma ASP  (Attestation de Spécialisation Professionnelle). Esses diplomas dão acesso ao mercado de trabalho, mas geralmente não dão acesso direto à universidade (sendo necessário um DEC).
  3. Para candidatos adultos (pessoas que sairam do sistema escolar há mais de 12 meses), existem outras opções. É possível cursar um AEC (Attestation d’études collégiales). O AEC dura aproximadamente 1 ano, e ao terminar o estudante está pronto para seguir para o mercado de trabalho. Também, alguns cursos universitários aceitam candidatos adultos que tiverem um currículo pertinente ao curso em questão.

E antes de continuar, vamos explicar a diferença entre o DEP, ASP, AEC,  DEC pré-universitaire e DEC technique.

  • O DEP é um curso de nível secondaire que foca nas habilidades técnicas necessárias no mercado de trabalho.
  • O ASP é uma especialização de DEP; é necessária ter terminado um DEP.
  • DEC pré-universitaire é um curso generalista onde se aprende matérias generalistas e tem o propósito de melhor preparar os alunos para a entrada na universidade. Poderia se comparar a um ano de cursinho + o primeiro ano da faculdade para os brasileiros.
  • O AEC é um diploma onde se aprende apenas sobre a área que o aluno escolheu, e não se estuda as matérias generalistas. Por isso que o AEC é mais curto que os DECs.
  • DEC technique é um curso onde se aprende sobre uma área profissional específica  e também onde se aprendem as matéria gerais (como matemática, literatura, francês, filosofia e etc.). Também se pode dizer que um DEC technique seria a soma de um DEC pré-universitaire e um AEC.
A Université Laval (1663) é a mais antiga universidade do Quebec.

A Université Laval (1663) é a mais antiga universidade do Quebec.
Foto by Gilbert Bochenek, CC-BY-SA 3.0

 

Para os alunos que completaram um DEC (technique ou pré-universitarie) o próximo passo é entrar em um Baccalauréat (BAC) que dura 3 ou 4 anos. E a´pós o BAC, se o estudante tiver interesse pode cursar um Diplôme d’Études Supérieures Spécialisées (DESS) que dura entre 1 ano e 18 meses e seria algo como as especializações que existem no Brasil ou fazer uma Maîtrise (MAI) que dura entre18 meses e 2 anos. O seguinte passo, para aqueles seguindo carreira acadêmica é o Doctorat, que dura entre 2 e 3 anos e como o Doutorado do Brasil, confere o titulo de Doutor.

No nível universitário, existe também alguns Certificats que equivalem a um ano (30 créditos) de um Baccalauréat. Ao realizar 3 certificats, confere-se um Baccalauréat multidisciplinaire.

 

Para saber mais podes acessar os seguintes links:

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¹ E por falar na relâche, você pode encontrar informação sobre ela nesse link.

Mudanças: visto de turista para o Canadá

A partir de maio de 2017, cidadãos brasileiros que possuem um visto de turismo americano válido ou que foram detentores de um visto de turismo canadense nos últimos 10 anos poderão aplicar por um eTA ou AVE: autorização de viagem eletrônica.

Para os que não satisfazem a um desses dois critérios de admissibilidade, continua necessário obter um visto de turismo para viajar para o Canadá.

Veja a informação oficial no site do governo canadense.

10 anos de trocas culturais Québec-Brasil

Em novembro, celebraremos nosso 10º aniversário e gostaríamos de compartilhar com vocês um pouco da nossa história e contar os nossos novos projetos.

Foi em agosto de 2005 que Catherine, fundadora da École Québec chegou em Curitiba para fazer parte do seu mestrado. Logo, conheceu a Geneviève do Centre Québec e começou a acompanhar algumas turmas do Centre. Um ano depois, Catherine passeava de estação em estação de metrô em São Paulo, procurando uma casa onde poderia montar uma escola de francês especializada em preparação para o processo de imigração ao Québec, inspirada no modelo do Centre Québec.

Catherine e Geneviève com amigos e alunos em 2006
Catherine e Geneviève com amigos e alunos em 2006

Depois de encontrar a casa da Rua Loefgren, iniciou com uma única sala de aula na qual ensinava para alunos particulares. Com a ajuda desses primeiros alunos particulares, começou a divulgação em fóruns e grupos de discussão da Internet. Em dezembro de 2006, Estela, que trabalha na ÉQ até hoje se tornou a primeira funcionária da École Québec.

Em janeiro de 2007, as duas primeiras turmas abriram. Mandamos um abraço especial a esses alunos que confiaram no projeto logo no início.

Primeiros alunos e professores da ÉQ no chalé da família da Catherine em Saint-Léonard.
Em 2008, alguns alunos e professores da ÉQ no chalé da família da Catherine em Saint-Léonard.

No final de 2007, Catherine e mais 5 alunos da École Québec participaram do documentário “O último que sair fecha a porta” que foi divulgado no final de 2008 na TV cultura, dando maior visibilidade à escola. Em 2008, a filial do Rio de Janeiro foi inaugurada e em 2013, os cursos de português para estrangeiros da Aprenda2 começaram a ser oferecidos na unidade Rio.

Familia Egashira que participou do documentário O Último que Sair Fecha a Porta
Familia Egashira que participou do documentário O Último que Sair Fecha a Porta

Nos orgulhamos em ter ajudado mais de 1000 ex-alunos espalhados pelo Canadá e ter recebido cerca de 100 quebequenses que compartilharam sua língua e cultura com os nossos alunos. Dessas trocas, foram criadas uma escola de francês em Québec (KDV Langues), uma escola de português para estrangeiros e francês in-office (Aprenda2.org) e alguns casamentos canado-brasileiros.

Despedida de 2 professores em junho de 2016
Despedida de 2 professores em junho de 2016

Este ano, já lançamos o curso de inglês, um curso online ao vivo e o espaço multicultural compartilhado La Cabane, cujo nome foi inspirado das tradicionais cabanes à sucre onde é produzido o sirop d’érable.

Espaço multicultural de coworking e oficinas
Espaço multicultural de coworking e oficinas

Aproveitamos para agradecer

Muitas pessoas e parceiros ajudaram para que esse projeto que proporcionou e continua proporcionando experiências multiculturais para vários canadenses e brasileiros chegue aos seus 10 anos. Gostaríamos de agradecer o Centre Québec, os nossos alunos que indicaram e continuam indicando a escola para colegas e familiares que desejam também morar no Québec, Audrey e Alessandro da Aprenda2, os vários professores que passaram pela escola, os parceiros e toda a equipe dedicada da École Québec.

Somos imensamente gratos também a Teruco e Milton Kamitsuji que foram dos primeiros a incentivar a Catherine a empreender com esse projeto ajudando com tudo em São Paulo e deixando os pais da Catherine bem mais tranquilos. 😉

Professores e funcionários da ÉQ em 2011
Professoras e funcionárias da ÉQ em 2011

GAME NIGHT – English immersion

No dia 30 de janeiro (sabado), teremos nossa primeira imersão em inglês: uma GAME NIGHT. Jogar com jogos de tabuleiro é um costume bem frequente em eventos sociais no Canada e reconquistam a sua popularidade no mundo inteiro. Na École Québec, temos vários jogos de todos os cantos do mundo. Gostamos demais.

Traga comes e bebes. Será igual fariam no Canada: cada um leva o que pretende consumir.

Matriculados na École Québec (cursos de francês ou programas English Shack): GRATUITO

Interessados em treinar o inglês jogando: R$ 30

Local: École Québec – Rua Loefgren, 919 (pertinho do metrô Santa Cruz)

Horario: 8 p.m. to 12 p.m.

Inscrever-se pelo email comunicacao@ecolequebec.com.br ou pelo telefone: 11.5083.2860

Vice du jour Canada

 

Você é um daqueles que gosta de cultura controversa, polêmicas e notícias?
A Vice, revista criada em Montréal no ano de 1994 usando o nome Voice of Montreal se expandiu e hoje tem, além da revista, um website, um canal ativo no YouTube, um selo de música e produção de filmes.

A Vice possui para uma série de vídeos chamada “Vice du jour Canada” que tem foco em notícias e sobretudo na cultura do Québec. No entanto, não está disponível para todos no mundo. Uma maneira de visualizar a série é usar um plugin de navegador chamado “Hola”. O “Hola” é um VPN grátis multiplataforma.

Então, fica da dica, instale o Hola, selecione o Canadá como país e procure no YouTube por “Vice du Jour Canada”.

Bonus: Veja o vídeo sobre o álcool no Québec do canal Munchies

Nossos eventos

Noite de jogos de tabuleiro

Os jogos de tabuleiro (jeux de société) são muito apreciados no Quebec e reconquistam a sua popularidade no mundo inteiro. Na École Québec temos vários e organizamos a primeira noite de jogos no sábado 25/09.

Jogos de tabuleiro

Palestra “Estude e viva no Québec, Canadá”

 

 

 

Projeção do filme “J’ai tué ma mère”

Marikym, professora da ÉQ e “récréologue” de formação projetou o filme quebequense “J’ai tué ma mère” do Xavier Dolan e conduziu uma conversa sobre diferenças culturais identificadas no filme que apresenta a história de um adolescente homosexual que tem dificuldade em se entender com a sua mãe. As opiniões sobre as atitudes tanto do adolescente quanto da mãe foram bem diferentes. Alguns participantes ficaram tristes pela mãe cujo filho chega a desrespeitá-la e outros ficaram com dó do filho que não consegue atenção e aceitação de sua mãe. A principal diferença cultural observada foi que os filhos têm independência mais cedo no Québec do que no Brasil. Foi uma ótima experiência para conhecer melhor a cultura do Québec.

Projeção do documentário “sans toi”

 

Evento de degustação do sirop d’érable

 

 

Programação de outubro a dezembro

 

A École Québec apresenta a primeira edição do atelier “preenchimento da doc”. A Catherine diretora da escola ajudará os participantes no preenchimento dos formulários e especificará os documentos necessários.  O intuito é ajudar os nossos alunos no preenchimento da documentação, diminuindo o risco de devolução ou recusa do dossier.

*Como os documentos requeridos para o processo de imigração são importantes, não será necessário leva-los para o atelier. No caso de um participante ter dúvidas em relação à validade de algum documento, será possível leva-lo para conferirmos.

Rio de Janeiro: 23 de outubro às 18:30

São Paulo: 30 de outubro às 18:30

Online: 5 de novembro às 19:30     Link: http://youtu.be/0iHZbjrkByI

Valor: gratuito para alunos da École Québec e do instituto ICE (outros interessados poderão participar pelo valor de R$150)

Inscrições: envie um e-mail para comunicacao@ecolequebec.com.br (Se não puder comparecer, avise o quanto antes para podermos dar a sua vaga à outro interessado)

Palestra: Viver no Québec

Numa palestra reservada aos alunos da École Québec, a Catherine – fundadora da escola apresentará brevemente o processo de trabalhador qualificado do Québec e o programa de experiência quebequense. A palestra em si deve durar no máximo uma hora e será seguida de um período para perguntas.

Rio de Janeiro: 24 de outubro às 14:00 e 16:00

São Paulo: 7 de novembro às 14:30

Inscriçoes: envie um e-mail para comunicacao@ecolequebec.com.br mencionando seu nome, endereço de e-mail e cidade onde é aluno.

Palestra com degustação: le sirop d’érable et ses produits dérivés

Marie Côté, produtora e filha de produtor de sirop d’érable estará presente no Brasil em novembro de 2015. Ela passará na École Québec de São Paulo para fazer uma apresentação em francês sobre a produção do famoso sirop d’érable, os seus produtos derivados, algumas receitas e jeitos de usar. Os participantes poderão também experimentar receitas e produtos derivados feitos com o sirop d’érable produzido na Cabane à Ti-Jean.

São Paulo : 6 de novembro às 20 :00

Preço: R$ 25 (a degustação só será composta de sobremesas então é aconselhado jantar antes da palestra)

Inscriçoes: enviar um e-mail para comunicacao@ecolequebec.com.br. O pagamento deverá ser feito por depósito em conta ou na escola para reservar a vaga, pois as vagas são limitadas.

Programação de agosto 2015

ÉQ Rio de Janeiro – 14 de agosto às 19:00

Pré-estreia do documentário « Sans Toi » que trata de uma problemática muito presente no Quebec: o suicidio. Veja o convite oficial!

ÉQ São Paulo – 14 de agosto às 19:00

1ª ediçao do evento cinema no quintal

Projeção do filme J’ai tué ma mère (Eu matei minha mãe), de Xavier Dolan. Veja o trailer.

Entrada franca. RSVP: comunicacao@ecolequebec.com.br

Traga uma pipoca de micro-ondas e/ou 1 L. de bebida.

Se não chover, o filme será projetado no quintal da escola.

 

ÉQ São Paulo – 28 de agosto dàs 19:30 às 22:30

1ª edição do evento Cesta de jogos

Os jogos de tabuleiro (jeux de société) são muito apreciados no Quebec e reconquistam a sua popularidade no mundo inteiro. Na École Québec temos vários, pois gostamos demais.

Você está convidadíssimo! Incentivaremos o uso da língua francesa ao jogar, mas mesmo que seu nível seja básico, você é bem-vindo! Temos jogos para todos os níveis de francês.

Quem quiser trazer sua comida e bebida, faremos igual fariam no Quebec: cada um consome o seu.

Entrada franca. RSVP: comunicacao@ecolequebec.com.br

Alguns jogos de tabuleiro da École Québec

Três dicas para sobreviver ao inverno quebequense

Para quem nunca vivenciou temperaturas abaixo de zero, as terras geladas do hemisfério norte podem assustar. O Québec é o país do inverno e quem decide adotá-lo, precisa encará-lo. Seguindo algumas regras básicas e com uma boa dose de vontade, abertura e atitude positiva, qualquer um sobrevive e aprende a aproveitar dos prazeres do frio quase polar. Monique, Juliana e Vinicius, três ex-alunos da École Québec, dão algumas dicas para se adaptar rapidamente à rigorosa meteorologia quebequense.

1. Se vestir adequadamente para não congelar.

Para aguentar os meses de frio, é bom investir em roupas de qualidade: comprar um bom casaco, luvas quentinhas, um gorro que cubra bem as orelhas e botas impermeáveis. Vale lembrar que a tecnologia de tecidos é muito desenvolvida no Canadá, o que permite encontrar casacos que protegem muito bem sem serem pesados demais – nem no corpo, nem no bolso. Para os mais friorentos, também existe a técnica “cascas de cebola”, que consiste em vestir várias camadas de roupas uma em cima da outra. E se engana quem acha que ficar coberto da cabeça aos pés é feio, de mau-gosto ou prova da ausência de estilo. A moda de inverno é criativa, pode ser colorida e até mesmo elegante.

A cabofriense Monique Caetano que imigrou para o Canadá faz um ano, aprendeu essa primeira regra desde que chegou. Pois ela deve enfrentar o frio diariamente para passear e brincar na neve com a cachorrinha Plié, que veio do Brasil com ela.

“Meus primeiros dias aqui foram difíceis porque eu não tinha um bom casaco, nem botas adequadas para o frio canadense. Mas depois que comprei boas roupas e aprendi a me vestir de acordo com a temperatura, eu saio de casa para passear mesmo que faça -30o C! O segredo é se agasalhar bem”, diz Monique, que admite não gostar do vento e muito menos da chuva de inverno, aquela que gela ruas e deixa calçadas escorregadias.

2. Se manter ativo

Outro fator explica por que Monique não sofreu tanto durante seu primeiro inverno em Montreal: ela continuou em atividade. Monique adora quando neva e se amarra em patinação no gelo. Para os esportes de inverno, o Canadá é um verdadeiro paraíso: esqui alpino, snowboard, caminhada nos bosques, etc. O que não falta é opção para continuar ativo durante a estação mais longa do ano.

Ao contrário de Monique, a carioca Juliana Noronha não é muito fã de esportes na neve. Ela prefere academia. Juliana mora na cidade de Québec, que fica a 250 km ao norte e alguns graus abaixo de Montreal. Mesmo sem ter adotado os esportes de inverno, Juliana aproveita a estação para fazer coisas que não faria tanto no verão. Gosta de ficar mais sossegada em casa, assistir a seriados e filmes, o que não a impede de respirar o ar muito fresco num SPA de inverno ou sair para experimentar novos restaurantes. Porém, ela confessa, o inverno dificulta a locomoção.

“Às vezes fico incomodada com o fato de não poder andar na rua na hora que eu quiser, e de uma simples ida à farmácia se tornar uma maratona de colocar várias roupas. Uma coisa que ajuda e muito a sobreviver no inverno é comprar um carro. Porque sem um carro, você já pensará três vezes antes de ir a algum lugar, por mais que os ônibus tenham horário, cinco minutos esperando no ponto já não é muito agradável”, explica a carioca. A cidade de Québec não possui metrô nem cidade subterrânea, como é o caso de Montreal.

O que mais surpreendeu Juliana nem foi o frio extremo ou o volume de neve, mas sim a duração do inverno. “Apesar de a estação durar três meses, na prática o inverno dura no mínimo cinco meses. É isso que acaba explicando aquelas cenas de filme que mostram as pessoas correndo para o sol no parque quando chega o verão. Foi exatamente assim que eu fiquei, precisando do sol”. Mas para suportar estes longos meses de pouca claridade, ela já encontrou um jeito de acelerar o tempo: como muitos Quebequenses, ela escapa uma semana para o Caribe com o marido.

3. Relativizar a adversidade

Para o gaúcho Vinicius da Souza, que também mora na cidade de Québec, a adaptação ao frio foi a parte mais fácil da integração. Ele diz preferir um dia de -10o C do Québec do que um de 5o C no Brasil. “Apesar de todo o extremismo usado pra relatar o frio e as situações adversas do inverno do Canadá, posso dizer que prefiro o inverno daqui ao inverno no Brasil. Aqui no Québec, só passamos frio quando queremos. No Brasil, as casas não são preparadas para o frio. Nem as roupas protegem com a mesma eficiência”, justifica.

Antes de imigrar, Vinicius pesquisou bastante na internet sobre a vida em Québec durante o inverno, o que facilitou a adaptação. “Informação é a chave pra enfrentar qualquer adversidade”, assegura. Chegar em Québec com a mente aberta também foi essencial para encarar a mudança radical de temperatura. “Se expor a situações novas como uma oportunidade de crescimento pessoal ajuda muito. Ter o espírito aberto e vencer uma situação difícil como um desafio faz com que tu se sintas parte do que é o Québec. Senão, como se sentir parte desta terra sem sentir, de fato, o frio?”, analisa.

Na opinião de Vinicius, a melhor dica para sobreviver ao inverno é relativizar as adversidades e lembrar das razões que motivaram a imigração. “Não há frio pior do que o de um cano de revólver encostando na tua pele. Não há frio pior do que o do coração de um corrupto desviando verbas de um hospital e matando seres humanos de todas as idades, ou ainda, negar educação à população para mantê-la sob domínio estatal. Não há frio pior do que a falta de justiça e outras representações de coisas negativas que temos no Brasil”, enfatiza.

É… na verdade, sobreviver ao inverno quebequense não é tão difícil assim…