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O último que sair fecha a porta – 10 anos depois

10 anos atrás, nossa fundadora apresentou aos diretores de um documentário a ser divulgado na TV Cultura, alguns alunos que estavam se preparando para a famosa entrevista de imigração que existia na época. Ainda não assistiu? Veja o que acontece com os participantes do documentário um pouco mais de 10 anos depois!

Paulo e Janete

Janete e Paulo estudaram na ÉQ em 2008 com o objetivo de imigrar pelo Programa de Trabalhadores Qualificados e deu tudo muito certo. Agora, a família está completa. Veja as  respostas às nossas perguntas.

Hoje, vocês estão como profissionalmente? E a família?

Bem. Eu trabalho na minha área de formação, que é a informática. Sou o que eles chamam de analista de serviços para clientes de informática, na Hydro-Québec. Estou nesta empresa desde que cheguei em Québec. Minha esposa trabalhou por várias empresas por aqui. Atualmente ela é agente de traitement CNSST, trabalhando para o Centre de Services Partagés do governo do Québec, no setor de digitalização de formulários.

Conte um pouco de como foi a integração de cada um!

Acredito que os três primeiros meses são cruciais. Ajudou o fato de já termos vindo antes da imigração definitiva (um ano antes, duas semanas para estudar francês). A maneira de como os quebequenses trabalham é um pouco diferente. Acredito que requer menos flexibilidade, mas as tarefas são mais bem definidas e trabalho é o que não falta.

E seus filhos? Eles falam que língua? Já vieram para o Brasil? Preferem qual país?

O bebê ainda não fala direito, mas a mais velha fala as duas línguas. O francês dela é melhor, mas fazemos muito esforço para que ela guarde a língua dos pais também.
Os dois já visitaram o Brasil, acredito que Sophie prefira mais o Canadá. Talvez por estar mais habituada e é bem verdade que os amigos dela moram no Canadá. O Brasil fica destinado apenas para rever a família.

Quais são os seus 5 principais conselhos para quem está se preparando a ir?

1 – Se não gosta de falar francês, nem tente o processo.
2 – Procure morar perto dos meios de transportes públicos no começo, mesmo que você compre um carro, você deverá revalidar sua carteira de motorista e morar perto do transporte público pode ser muito útil. Ninguém gosta de esperar o ônibus passar no inverno. Acredite.
3 – Não tente fazer do Québec, um Brasil em miniatura. Quanto mais você tiver resistência à se adaptar, pior será. Ser imigrante é ter dois países. Tenha em mente que cada um tem seu lado positivo e negativo. Evite comparar o Brasil com o Québec ou Canadá toda hora. Não é agradável pra ninguém ficar ouvindo esse tipo de coisa.
4 – Aqui, a chance de ninguém conhecer sua faculdade ou as empresas nas quais você trabalhou é grande. Não tenha medo de ter um cargo de trabalho inferior ao que você tinha no Brasil. Lembre-se, é um recomeço.
5 – Integre-se, procure se informar dos assuntos rotineiros, fale sobre o tempo, se faz frio, se faz calor, é assim que se começa uma conversa.

Jenniffer

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, close-up
Jenniffer deve ser a brasileira mais famosa do Québec desde que fechou aquela porta. Quantas vezes tivemos o prazer de confirmar aos curiosos que a Jenniffer tinha conseguido o CSQ naquela famosa entrevista.

Como conseguiu imigrar e como foi sua experiência na ÉQ?

O programa de imigração que utilizei foi pela província de Québec. Estudei na École Québec em 2008, se eu não me engano, e amei! Foi como um ” portal ” para o Québec pra mim. Moro em Montreal há 7 anos.

Como está a vida profissional?

No Brasil, trabalhava no Sindicato dos Comerciários como secretária. Chegando aqui noQuébec, fiz curso de enfermagem e hoje trabalho na área. Estou muito bem. Tenho uma certa estabilidade no trabalho, flexibilidade de horários, coisa que gosto muito, e ganho um salário que me permite ter um conforto.

E a vida pessoal?

Pessoalmente também estou muito bem! Estou muito feliz com a decisão que tomei. Não me arrependo. Vir para o Canadá me possibilitou outras oportunidades que não sei se conseguiria no Brasil. Talvez conseguisse sim, pois tudo é possível, mas acredito que seria de forma mais penosa.

Não tive problemas de interação, talvez porque vim com a cabeça muito “aberta “, e tinha muita vontade de interagir com as pessoas daqui. Acho que o aspecto mais difícil da imigração pra mim foi realmente o idioma. Por mais que você seja legal, simpático e tenha boa vontade, falar o idioma é fundamental. Te abre portas. Você se comunica bem e assim ganha respeito e credibilidade das pessoas.

O que mais me agradou nesses últimos anos foi que aprendi a ser mais positiva, muito mais tolerante e menos preconceituosa em relação a tudo, até questões internas. É enriquecedor ver que aqui no Canadá é possível ter uma vida com mais “dignidade” sem necessariamente ganhar rios de dinheiro.

Quais seriam os seus 5 principais conselhos?

1. Estude o idioma. Quanto melhor falar, mais terá oportunidades interessantes.

2. Faça pesquisa sobre o local escolhido para morar de uma forma geral para não ter surpresas desagradáveis.

3. Tenha certeza de que o frio não será um grande problema para você e sua família! Já vi vários colegas que voltaram para o Brasil por não aguentar as temperaturas frias e não os julgo.

4. Não tenha medo de arriscar! Se a vontade de imigrar for do coração, a experiência será sempre única e valiosa mesmo que o projeto de imigração não dê certo.

5 – Tolerância é uma palavra chave para quem quer imigrar. É importante lembrar que aqui NÃO é o Brasil. A cultura é diferente; as pessoas pensam e se comportam de maneira diferente. Quanto mais temos isso em mente, mais fácil é o processo de integração. Não preciso explicar que isso não significa aceitar sofrer preconceito ou que tenha que abdicar de sua cultura.

Não tenho 5 razões para incentivar alguém a imigrar , mas apenas 1 razão! Para imigrar é necessário QUERER imigrar! É uma única razão válida ao meu ver! Já vi muitas pessoas que imigraram sem necessariamente “querer”, mas por outros motivos. Por causa disso, chegaram aqui e se decepcionaram profundamente. Tem que ser uma vontade do coração e não a vontade do ego! De uma forma geral, desejo muito sucesso a todos que pensam fielmente em imigrar! Quem sabe um dia eu não escrevo um livro?

Escreva, sim, Jenniffer!

Sobre o diretor

Alessandro Sócrates que apresentou o projeto do “último que sair fecha a porta” também está no Québec hoje. Ele mora em Montréal e acabou de lançar o filme “L’Amour à la Plage”. Voyez la bande-annonce!

Conte um pouco sobre sua experiência no Québec!

Cheguei em Montreal em 2010, dois anos após as filmagens do documentário O último que sair fecha a porta. Oito anos depois, cidadão canadense há um ano e meio, posso dizer que estou finalmente começando a me sentir em casa. A inserção no mercado de trabalho foi difícil e lenta, os primeiros anos foram passados entre o Brasil e o Canadá, mas os frutos de todo esse esforço já começaram a aparecer. Este ano estreou meu primeiro longa-metragem documentário realizado no Quebec e eu aprecio cada vez mais o estilo de vida que Montreal me proporciona.

Sobre a professora Catherine

Após 13 anos no Brasil, Catherine está de volta ao Québec com a família brasileira.

O que aconteceu nesses 13 anos no Brasil?

Logo após a filmagem, fiquei um tempo no Rio para abrir uma filial da École Québec que acabou de fazer 10 anos. Me realizei muito profissionalmente com a ÉQ. Nunca imaginei ficar tanto tempo numa única empresa. Os alunos da École Québec são, sem dúvida, os melhores seres humanos que se pode imaginar: corajosos, esforçados, interessados no idioma e na cultura do Québec. Muitos deles me ajudaram tanto para o acontecimento da ÉQ quanto pessoalmente. Lembro que quando decidi ficar no Brasil e abrir a escola, tinha muitas inseguranças. Tudo era tão complicado. Mas minha vontade de fazer aquilo: ensinar francês, empreender, ajudar as pessoas a realizarem um sonho, me proporcionou coragem para arriscar e fui recompensada além das minhas expectativas.

Depois de 5 anos no Brasil, consegui realizar o grande sonho de me apaixonar por um brasileiro. Sempre brinco com os solteiros que querem se estabelecer no Québec que demorei 5 anos para entender a cultura brasileira suficiente para ter um relacionamento sério. Relacionamentos interculturais tem seus desafios, mas são muito enriquecedores e sexy 😉

Meu cônjuge tem uma filha de 17 anos e temos um menino de 5. Enfim, posso dizer que tenho uma família brasileira. Os idiomas se misturam na hora do jantar e todos sabem como aproveitar o melhor de cada cultura que conhecemos. É isso que eu buscava quando fui entrevistada para o documentário.

O que te deu vontade de voltar para o Québec?

Depois do documentário sair, todo mundo queria me explicar os motivos pelos quais os brasileiros querem imigrar para o Québec. No filme, eu dava a impressão que não entendia os motivos dos meus alunos. Na realidade, o que quis dizer é que não vivenciei as dificuldades pelas quais eles passaram. Enfim, com um filho de 4 anos, um cônjuge muito insatisfeito com o mercado de trabalho brasileiro e umas injustiças vivenciadas, resolvemos aproveitar que o Québec está num momento econômico muito bom para arrumar as malas.

Como está sendo a volta?

Acabamos de chegar então ainda está difícil dizer se nos adaptaremos. Já posso afirmar que não é fácil. Sou do Québec e enfrento dificuldades então imagino que deve ser o mesmo ou pior para os nossos alunos. Os funcionários da imigração são muito antipáticos. Achava os alunos um pouco desesperados na espera do visto até eu estar na mesma situação.

Profissionalmente, acho as oportunidades daqui mais atraentes e principalmente mais estáveis. O trabalhador québécois consegue impor seus limites. Meu objetivo profissional agora é encher o mercado de trabalho québécois de brasileiros para compensar a falta de mão de obra daqui. Estou convencida que o Québec tem muito a ganhar recebendo brasileiros e oferecendo a eles um espaço no mercado.

Assista aqui!

 

Falta de mão de obra – Québec

A província de Québec também está em plena campanha eleitoral e um dos grandes temas discutidos é a imigração. Como em várias partes do mundo, os movimentos migratórios tem preocupado a população e políticos precisam discutir os diversos programas de imigração e integração.

Seguem algumas informações apresentadas por Ximena Sampson sobre o assunto da falta de mão de obra vivenciada no mercado de trabalho quebequense:

  • Nos últimos 14 anos, a taxa de cargos não preenchidos dobrou na província passando de 2% a 3,9%
  • O Québec é a província mais prejudicada pela falta de mão de obra no Canadá
  • Existem 3 tipos de penúria de mão de obra: em certos setores de atividade, em certas regiões e as vezes em certos setores dentro de uma região específica.
  • A dificuldade de encontrar funcionários qualificados está mais gritante nas regiões: capital nacional (Quebec City), Abitibi, Côte-Nord e Saguenay; regiões onde a taxa de desemprego é muito baixa.
  • As empresas mais prejudicadas são aquelas com menos de 50 funcionários.
  • Ao contrário da opinião de certos, a dificuldade de recrutar talentos não se restringe aos cargos com salários baixos. Sem serem cargos de engenheiros ou pesquisadores post-doutorais, são cargos que exigem certas qualificações ou um treinamento interno e que oferecem salários bem acima do salário mínimo.
  • A imigração não é a única solução. É preciso incentivar os trabalhadores mais velhos a se manterem empregados e inovar para reter o pessoal. Também, podem investir em automatização e modernização dos cargos.
  • São duas principais causas para a escassez: o envelhecimento da população e a recuperação económica.

O artigo termina com a opinião de 2 especialistas sobre como melhorar os programas de imigração para que ela seja realmente uma solução para o problema da falta de mão de obra. O Senhor Fortin explica que simplesmente aumentar as quotas gerais de imigração não vai resolver o problema. É preciso identificar as competências exigidas pelas empresas e escolher imigrantes que tenham essas competências.

O Senhor Gaudreault, economista na federação canadense da empresa independente, também considera que a tabela de seleção dos imigrantes deveria ser melhor adaptada ás necessidades do mercado. Se dá muitos pontos para um doutorado, mas será que corresponde ao que o mercado realmente precisa? Também, seria importante atrair mais imigrantes no interior pois hoje 74% deles se estabelecem na região metropolitana de Montréal.

 

Trechos de áudio-books

Ficar ouvindo rádio, trechos de audio-books ou podcasts, mesmo sem entender tudo, ajuda não somente para melhorar a compreensão oral, más também para melhoria da pronúncia e na expressão oral.

Para imigração, tanto no PEQ quanto no programa de trabalhador qualificado, a habilidade Compreensão Oral vale muitos pontos. É importante dedicar o máximo de tempo possível a essa competência.

Segue o link: https://ici.radio-canada.ca/premiere/livres-audio

Merci Radio Canada! Merci Luciano!

Programa de Mobilidade Francófona

Para aqueles que desejam trabalhar no Canadá e falam francês, o Programa Internacional de Mobilidade – International Mobility Program (IMP) – pode ser um oportunidade palpável e menos burocrática para os trabalhadores e empregadores. Para promover e encorajar a imigração francófona, profissionais estrangeiros contratados fora do Canadá e destinados à trabalhar em províncias anglófonas – e fora da província de Québec – dentro dos NOCs 0, A ou B podem ser elegíveis para isenção do LMIA (Labour Market Impact Assesment). Esse pedido de isenção no entanto não pode ser feito em solo canadense, porém trabalhadores que já trabalham no país com isenção de LMIA podem aplicar para uma extensão da permissão de trabalho desde que continuem a responder aos critérios do programa.

No programa de Mobilidade Francófona, não há limite de idade para os trabalhadores e profissionais de qualquer país podem ser contratados. Este programa também permite que a família do profissional contratado o acompanhe durante seu período de trabalho no Canadá e, caso a oferta de trabalho tenha duração superior a 6 meses, o cônjuge pode aplicar para uma permissão de trabalho aberta e os filhos podem aplicar para uma permissão de estudos.

A facilitação na entrada desses profissionais visa encorajar o desenvolvimento de comunidades de minorias francófonas ao longo do território Canadá. Postos de trabalho que promovem o uso do francês fora da província de Québec fortalecem o bilinguismo e as características multiculturais do Canadá.

Para participar do programa, o empregador deve submeter uma oferta de trabalho antes da aplicação para a permissão de trabalho. Essa oferta de trabalho deve ser em uma profissão qualificada. Para fazer um pedido de isenção de LMIA o empregador deve comprovar que a língua habitual que o trabalhar utilizará no dia-a-dia será o francês.  O oficial de imigração pode solicitar ao trabalhador contratado uma entrevista ou a apresentação do resultado de um teste de proficiência em francês indicando nível no mínimo intermediário (TEF CLB7).

Fonte: www.canada.ca

Mudanças de março de 2018 – Imigração Québec

Em 29 de março foram anunciadas novas regras para os programas de imigração (trabalhador qualificado, investidores, empreendedores e trabalhadores autônomos) da província de Québec. Em 2018 a província planeja receber entre 49 000 e 53 000 novos imigrantes.

Para os trabalhadores qualificados, as últimas mudanças se aplicarão até 15 de agosto de 2018 e serão recebidas no máximo 5 000 aplicações para o CSQ.  Candidatos com uma oferta válida de trabalho ou que são residentes temporários e são autorizados à submeter uma aplicação, podem fazê-lo a qualquer momento através do Mon Projet Québec.

Nenhuma aplicação para investidores, empreendedores e trabalhadores autônomos será aceita até 15 de agosto de 2018.

Uma ótima notícia foi anunciada para aqueles que desejam aplicar através do Programa de Experiência Quebequense! O cônjuge que está acompanhando o estudante internacional e tem uma permissão de trabalho aberta (open work permit) será elegível para o PEQ trabalho após ter trabalho por um período mínimo de 01 ano. Anteriormente somente os estudantes podiam aplicar pelo PEQ estudo ou PEQ trabalho, caso o curso escolhido não fosse elegível para o primeiro programa.

Outra mudança significativa é que passam a ser aceitos também as ocupações nos NOCs C e D (antigamente somente os NOCs O, A e B eram aceitos).

O Ministério da imigração do Québec anunciou também que está modernizando o sistema de imigração para selecionar os candidatos com melhores chances de integrar o mercado de trabalho quebequense.

Palestra sobre estudos nos Cégeps

Estudos no Cégep

O Cégep é uma instituição pública de ensino superior que só existe no Québec. A província criou um total de 48 Cégeps que oferecem 3 tipos de cursos:

D.E.C pré-universitaire: com duração de 2 anos, o pré-universitário é realizado após a conclusão do ensino médio e antes de entrar na faculdade. Permite ao estudante se especializar numa área mais específica e ter mais tempo para escolher o curso que fará na faculdade. Todas as matérias do curso são de ensino geral. Os 9 D.E.C. pré-universitários são: arte, letras e comunicação; artes visuais; dança; história e civilização; música; ciências da natureza; ciências humanas; ciências da computação e matemática e ciências, letras e artes.

Ao comparar com o Brasil, chegariamos a conclusão que é o último ano do colegial e o primeiro ano da faculdade.

D.E.C. techniques: com duração de 3 anos, o D.E.C. techniques é realizado após a conclusão do ensino médio e prepara para o mercado de trabalho. Os D.E.C. techniques são numerosos. Seguem alguns exemplos: gestão de comércios, contabilidade e gestão, informática, turismo, artes do circo, design de interiores, produção teatral, móveis e marcenaria, engenharia civil, grafismo, ilustração, acupuntura, enfermagem, fisioterapia, educação, polícia, etc.. No Blog lecegep.com, publicaram um artigo sobre os 3 D.E.C. techniques mais promissores. É possível encontrar informações sobre todos os cursos nesse link.

Nossos ex-alunos que conseguiram o D.E.C. techniques como equivalência de diploma tinham feito no Brasil, um tecnólogo.

A.E.C.: é destinado a adultos que já inseriram o mercado de trabalho e querem se reorientar ou se especializar. O curso tem todas as matérias técnicas do D.E.C. equivalente, más não tem as matérias mais generalistas como francês, inglês, filosofia, educação física, etc. Por isso, é mais curto.

O equivalente brasileiro mais próximo seria o tecnólogo também.

Palestras online

Para se inscrever, clique na palestra da sua escolha na lista abaixo, preencha o formulário e clique no botão «envoyer mon inscription». Receberá uma mensagem de confirmação.

*é possível inscrever-se até 3 dias antes da palestra.

Cada Cégep enviará instrução sobre como participar da palestra.

Lista das palestras online de março

O horário mencionado é no fuso horário da França (UTC/GMT+1).

Março 2018

Empregos no Canadá: TI, Usinagem e Manufatura

A economia na região da cidade de Québec está num ótimo momento. A taxa de desemprego fica abaixo dos 4% desde o início de 2017. Alguns setores da economia estão sofrendo por falta de profissionais. É o caso das áreas de usinagem, manufatura e tecnologia da informação.

Missões de recrutamento virtual anuais

Para as empresas que estão tendo dificuldades em encontrar profissionais desses setores, a Québec International organiza no Brasil, missões de recrutamento virtual. Já está confirmado que terá mais uma em setembro de 2018.

Missão de recrutamento presencial em São Paulo Abril 2018

Excepcionalmente esse ano, a Québec International trará empresas da região de Québec para São Paulo para recrutarem profissionais que correspondem às necessidades do mercado de trabalho. As entrevistas ocorrerão nos dias 21 e 22 de abril. As vagas serão divulgadas à partir do dia 12 de fevereiro. Quem quiser se candidatar deve redigir o seu currículo em francês e enviar até o dia 25 de março.

Nível de francês necessário

Dependendo do cargo, da empresa e do nível de francês dos outros candidatos, o nível exigido pode variar. O que mais influencia é o cargo.

Existem profissões que exigem mais habilidades de comunicação, como os analistas de sistemas por exemplo, que precisam conversar com clientes e redigir relatórios e e-mails profissionais. Outro fator que influencia é o grau de necessidade da empresa. Se a empresa está realmente com uma falta muito grande de profissionais ou se ela tem uma equipe que consegue trabalhar em português, essa empresa pode exigir menos.

Além disso, o nível de francês dos candidatos da missão pode determinar se você é selecionado ou não. Entre dois candidatos com o mesmo perfil, a empresa vai preferir aquele com melhor nível de francês.

Como a ÉQ pode ajudar

Há 11 anos, a École Québec trabalha com brasileiros que desejam viver no Canadá, ensinando francês, informando sobre as diversas formas de imigrar e melhorar o seu perfil para se candidatar a vagas de emprego ou a vagas de faculdade. Entre em contato conosco.

Empreendedora brasileira em Québec

Susana Ie é ex-aluna da unidade São Paulo da École Québec. Estudou francês conosco em 2008. Como ela tem uma empresa aberta na cidade de Québec há alguns anos, ficamos curiosos para saber como está sendo essa experiência e enchemos ela de perguntas.

Conta um pouco da sua vida no Brasil e da sua história de imigração.

Nasci e fui criada em São Paulo, na zona norte. Sou descendente de imigrantes japoneses originários da província de Okinawa. Fui feirante a minha vida toda no Brasil. Vendia pastéis nas feiras livres de São Paulo; cada dia ia trabalhar em um bairro diferente seja na Vila Guilherme, Vila Maria, Bom Retiro, Parada Inglesa ou no centro .
Sou a quarta filha de 4 filhos e nos criaram todos debaixo da banca de pastel. Trabalhávamos bastante. Éramos nós mesmos que fazíamos desde a massa até o recheio do pastel. Montávamos o pastel durante a madrugada e depois pela manhã íamos vender na feira. Tive uma infância dura e trabalhei muito, muito e muito! Meus irmãos saíram de casa e eu, como caçula, fiquei com a obrigação de cuidar dos meus pais. Não pude ir ao Japão, nem trabalhar fora de casa em escritório ou qualquer outro lugar. Levei a banca de pastel nas costas e cuidei dos meus pais que já eram idosos. Olhando para traz, posso afirmar que foi muito bom para eu crescer como pessoa e amolecer meu coração para a vida. Minha vontade de morar fora aumentou ao ver todos viajando e passeando quando eu tinha que ficar em casa fazendo massa de pastel e cuidando de tudo. Tanto que meu pai, antes de falecer, dizia que eu seria sua sucessora, que era uma menina guerreira que não conhecia a palavra preguiça. A banca continua no meu nome. É uma prima minha que cuida e deixo o lucro para a minha mãe.
Vim para Ville de Québec com meu marido no programa de trabalhador qualificado. Estudei 100 horas de francês na École Québec. Na época, minha filha mais velha tinha 2 anos e me arrastava para as aulas. Como acordava muito cedo e trabalhava muito, tinha que deixar minha filha com a minha mãe durante as aulas. Já exausta, não conseguia estudar muito. O francês veio quando já estava aqui, conversando na rua com as pessoas. Meu marido foi mais ousado. Chegou tirando sua carta de motorista. Hoje, ele tem  até a carta para dirigir moto que é bem difícil de conseguir aqui. Ele é analista de sistemas da área de TI e trabalha na Prefeitura da cidade de Québec.

No início, ele trabalhou no restaurante Cosmos até passar no concurso da prefeitura. Quando ele passou, fui trabalhar no lugar dele. Foi quando surgiu a ideia de abrir Cuisine du Brésil. Muitos brasileiros trabalham no Cosmos e eles me pediam para vender salgados dos quais sentiam saudade. Depois, até os vizinhos começaram a demonstrar interesse em comprar e o volume de vendas aumentou.

Os meus primeiros clientes foram a minha maior força de marketing. Eles elogiavam muito e de boca a boca fui vendendo e criando a minha boa moral de gostosuras, eficiência e bom atendimento.

E sobre a sua empresa, quais são os produtos ou serviços que você oferece? Em qual cidade você está? Tem funcionários? É sua principal fonte de renda? Como fazem os nossos leitores para entrar em contato e fazer um pedido?

Cuisine du Brésil foi oficialmente aberta em Dezembro de 2013 com o site de vendas online feita pelo meu marido que além de cuidar do site faz as entregas depois que ele chega da Prefeitura.  Esforçado, ele ainda entra em contato com os fornecedores de produtos brasileiros que também vendemos na loja online traduzida em inglês, francês e português.

Pasmem, não temos nenhum funcionário. Eu cozinho tudo sozinha, temos quatro filhos sendo que os dois últimos são gêmeos de um ano e quatro meses! Recebo clientes todos os dias, até de fim de semana. Abro meu jeitinho brasileiro para quem não consegue vir no horário comercial pois além das entregas temos a opção de retirada no local. Em casa, recebo todos os clientes com bolo, café, chá, etc.

Depois de quanto tempo no Québec, você conseguiu abrir a empresa?

Cheguei em Abril de 2010. Não pude trabalhar assim que cheguei pois estava com a minha filha de 2 anos e sem vaga na garderie (creche). Quando o Jeison passou na Prefeitura, parece que as coisas foram melhorando e até a vaga da garderie saiu. Em Novembro, comecei a trabalhar no restaurante e logo depois, engravidei da minha segunda filha. Como aqui não se pode trabalhar grávida em vários lugares como restaurantes, escolas e hospitais, fui afastada. Mesmo afastada, recebia um salário. Aqui, as crianças são o chuchu. Tem muitos incentivos para facilitar a vida familiar. Neste afastamento, como não podia trabalhar fora, acabei fazendo salgados para vender como autônoma. Ainda não tinha intenção de abrir uma empresa. Só decidi abrir a Cuisine mais tarde quando percebi que me separar das minhas filhas para ir trabalhar era muito difícil. Minha primeira filha, por exemplo, chorava dizendo que a gente só ia buscá-la a noite (aqui, escurece muito cedo no inverno).

Logo, quis fazer certinho; tudo legalizado. Consegui todas a informações nos sites do governo. No site do Ministério da Agricultura, Pescarias e Alimentação do Québec (MAPAQ), vi que era obrigatório fazer um curso de higiene, alimentação e manipulação de alimentos. Preenchi toda a papelada, paguei as taxas, fiz o curso e meu marido marcou o rendez-vous no MAPAQ. Só ia conseguir a licença quando aprovassem o local. Parece muito, mas é bem mais tranquilo que no Brasil onde é um parto. Aqui, as coisas realmente funcionam.

Pelo seu conhecimento, é mais fácil abrir no Brasil ou no Québec? Quais foram as maiores dificuldades e melhores facilidades?

No Brasil, o que eu via de facilidade, por exemplo no comércio, era que sempre conseguíamos vender todos os pastéis. Na minha época, na feira, não tinha horário certo como é hoje em dia. Às vezes, dava quase 4 da tarde e ainda estava esperando alguns últimos fregueses! Aqui, sinto falta desta esticada de horário já que tudo fecha mais cedo. Se acabam as embalagens no final de semana, por exemplo, só vou conseguir comprar mais na segunda seguinte. Muitas lojas não abrem de fim de semana. Tem que se programar melhor aqui.

Existe ajuda para montar o plano de negócios ou para conseguir um investimento inicial? Você usou algum serviço assim?

Sim, existe muita ajuda do governo para os iniciantes do comércio, coisa que admiro muito do Québec. Outra coisa que admiro é que mesmo com mais de 40 anos de idade, você ainda tem a possibilidade de mudar de área, sem problemas. Acho isso fantástico. Ainda mais para mim que trabalhei somente na área de alimentos. Às vezes, dá vontade de mudar de área. Mas todas vez, é a mesma coisa, quando penso em trocar, aparecem 4 ou 6 pedidos por dia e acabo brincando de comidinha.

Sobre imposto de renda? É complicado? É muito alto? Consegue comparar com o Brasil?

Aqui, os impostos são bem mais tranquilos de entender. No Brasil, é mais demorado, mais complicado. Aí, estou com pendências que até hoje não consegui resolver. Já fui correndo ao Brasil, aliás voando. Estou para receber restituição de 2011 ainda.

É fácil encontrar as informações necessárias sobre licenças de funcionamento, impostos, leis, etc.?

Sobre licença de funcionamento e impostos, é bem fácil aqui. É sempre chato preencher papelada, mas tendo a informação certa bem explicada nos sites do governo, tudo fica mais agradável.

E o futuro? Você tem alguns projetos novos ou planos de crescimento?

Recebi um e-mail alguns meses atrás de uma chance de abrir um Food Truck, mas sempre digo e repito que o meu trabalho não tem nenhuma ambição de aumentar ou ir para um lugar físico. O intuito da Cuisine não é enriquecer. É somente para eu conseguir trabalhar em casa e perto dos meus 4 filhos.

Já forneço as minhas massas de pastel para uma lanchonete nova que abriu em setembro aqui em Québec. Ainda, estou curtindo ser mãe de gêmeos, o que já me ocupa boa parte do tempo. Quero ter tempo para continuar sendo uma mãe carinhosa com meus 4 filhos e uma esposa dedicada.
Também tenho interesse em fazer mais cursos em outras áreas ou talvez na parte de doces, ou pães.

E pessoalmente, como você está? Quais aspectos da sua vida te confirmam que imigrar foi uma boa decisão para você e sua família? Quais são os aspectos mais difíceis ou o que você mais sente falta da sua vida no Brasil?

Na parte pessoal tudo só melhorou. Graças à Deus tenho mais liberdade, mais confiança em mim mesma. O Jeison também está ótimo. Estando longe, a família não te cobra tanto e não te dá tantos pitacos. Outro aspecto que gosto daqui é não ter que se preocupar com status e beleza, coisa que no Brasil me incomodava. Aqui, vejo que as pessoas são como eu. Vivem a sua própria vida e não se importam com os outros, acho magnífico!
O que sinto falta apesar de cozinhar boa parte da culinária brasileira é de comer pastel todos os dias. Aqui, só como quando tenho encomendas ou quando vem visitas. Nas encomendas acaba que não sobra, mas nas visitas, ai sim eu aproveito (risos).
Da família, eu sinto falta das festas que juntavam todos e tudo era curtido. Agora, as obrigações de ter que ir ou fazer por conta de ser família achava exaustivo. Tenho muitas saudades de estar perto da minha mãe, dos meus irmãos e sobrinhos. Sinto falta até do tacho quentíssimo de óleo fritando pastel ao som das músicas dos anos 80. Aqui também faço massa com música mas é um frio de “lascar”.

Para terminar, quais são suas principais dicas para imigrantes ou futuros imigrantes que querem empreender no Québec?

Minhas dicas para quem quer vir e empreender é que não se iludam achando que vão ganhar rios de dinheiro, não vão. Pelo menos aqui no Québec os impostos são bem altos, bem caro o custo de vida mas retorna tudo em educação, saúde e tal. Eu jamais conseguiria ter a qualidade de vida que tenho aqui, no Brasil, ainda mais com 4 filhos. Aqui como empreendedora autônoma, dá o meu horário, fechamos as portas, ou então se eu quero ficar 3 meses ou mais sem trabalhar eu só anuncio na página e no site que pararei nas datas seguintes e pronto. Agora se fosse loja física teria que seguir e cumprir com os horários de funcionamento do comércio.

Site para compras em 3 idiomas : cuisinedubresil.com ( português)
Informação Cuisine: info@cuisinedubresil.com
Telefone contato: 418 914 9488

Cursos técnicos públicos do Québec

O Quebec, como todo o Canadá, é muito reconhecido pela qualidade da sua oferta educacional. Diversas oportunidades se apresentam para o público estrangeiro que deseja adquirir um diploma renomado e dominar um dos idiomas oficiais canadense: francês ou inglês.

Os Centres de Formation Professionnelle, espalhados pela província de Québec, oferecem D.E.P. (colegial técnico) de diversas áreas como administração, alimentação, turismo, arte, química, construção civil,  mecânica, transporte, moda, educação, saúde, etc. Esses centros de formação tem interesse em receber mais estudantes estrangeiros para que os estudantes locais tenham mais vivências interculturais e por isso, oferecem um acolhimento diferenciado para os estrangeiros.

Técnicas de usinagem

Sabia que os estudantes estrangeiros tem permissão de trabalhar no Canadá?

Hoje, as leis permitem que o estudante que não é residente permanente trabalhe até 20 horas semanais durante a formação e até 40 horas semanais nas férias. A maioria dos estudantes, tanto canadenses quanto estrangeiros, trabalham em lojas, restaurantes, academias, etc. que organizam suas agendas em função das disponibilidades de todos seus funcionários estudantes.

Casais

Para casais, o projeto fica ainda mais interessante pois o cônjuge do estudante estrangeiro pode trabalhar até 40 horas semanais durante todo o período do curso.

Após o término do curso

Após o término do curso, o estudante estrangeiro pode pedir um visto de trabalho aberto que tem a mesma duração que o curso. Por exemplo, se foi realizado um curso de 18 meses, o visto terá duração de 18 meses.

Técnicas de edificações

Pré-requisitos

Idade: ter pelo menos 18 anos ao começar o curso.

Idioma: realizar uma prova de proficiência no mesmo idioma que será realizado o curso.

  • Francês (TFI, TEF, TCF ou DELF)
  • Inglês (TOEFL ou IELTS)

Pré-requesitos escolares: dependendo do curso escolhido, os pré-requesitos escolares podem variar. Entre em contato conosco, poderemos lhe passar a informações relativa a cada curso.

Condições financeiras: é preciso demonstrar que o estudante tem condições financeiras para se sustentar por todo o período do curso e para pagar o valor do curso.

Técnicas de secretariado

Etapas do projeto: D.E.P. no Québec

É importante prever pelo menos 4 meses para completar todos os trâmites desde a escolha do curso até a obtenção do visto.

  1. Pesquisar sobre os cursos disponíveis e escolher.
  2. Verificar se atende aos critérios de admissão para estudar e trabalhar no Québec.
  3. Avaliar sua capacidade financeira (vistos, valor do curso e despesas durante o período dos estudos).
  4. Preencher o pedido de admissão.
  5. Mandar comprovação de capacidade financeira e passaporte válido.
  6. Fazer o pedido de certificado de aceitação do Québec.
  7. Fazer pedido de permissão de estudos.
  8. Preparar a chegada (abertura de conta bancária, seguro de saúde, etc.) .

As vantagens da formação técnica pública

  • Uma formação reconhecida mundialmente pela qualidade de seus programas em francês ou em inglês.
  • Programas desenvolvidos baseados nas competências exigidas no mercado de trabalho há mais de 30 anos.
  • As competências dos programas são definidas pelos futuros empregadores.
  • Métodos de ensino pragmáticos e inovadores inspirados no ensino individualizado e por módulo.
  • Infraestruturas ultramodernas e equipamentos de última geração tecnológica, usados nos trabalhos práticos dos alunos.
  • Estágios concretos e valorizantes em centros de formação ou em empresas para adquirir as competências procuradas pelos futuros empregadores.
  • Aprendizado rápido de uma profissão especializada que leva diretamente para um mercado de trabalho favorável.
  • Acesso a uma permissão de trabalho: até 20 horas semanais durante os estudos e 40 horas durante as férias e após a término do curso (o visto de trabalho após o término do curso tem a mesma duração que o curso).

Leia também esse flyer em português.

Empregos de TI no Québec

Na École Québec, metade dos nossos alunos é da área de TI. Não é por menos, já que é a área com maior falta de profissionais no Québec. Nossa equipe ensina francês com foco no mercado de trabalho e cultura quebequenses, ajuda na redação do currículo e da carta de apresentação e prepara para as entrevistas de emprego e provas de proficiência. Conheça os nossos diferenciais.

Saiba sobre nossos preços e próximas turmas.

Missões de recrutamento

Há mais de 5 anos, a Québec International organiza todo ano uma missão de recrutamento internacional virtual com empresas da região de Québec com falta de programadores, analistas, analistas BI, etc. Essa missão se chama Québec na Cabeça.

Em 2018, vista uma demanda ainda maior de profissionais, a Québec International organizará uma missão presencial em São Paulo para ajudar essas empresas a encontrar os profissionais brasileiros que correspondem as necessidades do mercado. Os recrutadores dessas empresas estarão aqui para realizar entrevistas em francês em abril.

Etapas das missões de recrutamento

1.       Aproximadamente 2 meses antes das entrevistas ocorrerem, a Québec International divulga as vagas oferecidas pelas empresas participantes.

2.       Os candidatos devem enviar os seus currículos e cartas de apresentação até mais ou menos 3 semanas antes das entrevistas para as vagas que correspondem ao seu perfil.

3.       As empresas entram em contato com os candidatos pré-selecionados para marcar uma entrevista, prova de francês e/ou teste técnico.

4.       As primeiras entrevistas, de curta duração, são realizadas em francês.

5.       As empresas chamam os candidatos mais interessantes para uma segunda entrevista ou teste técnico.

6.       Um contrato de trabalho é enviado aos profissionais escolhidos.

7.       Os trâmites de pedido de visto de trabalho temporário se iniciam.

8.       Dependendo da necessidade da empresa e da demora no processo de visto, os candidatos contratados se mudam para o Québec e começam a trabalhar no novo contexto cultural de 5 a 12 meses depois da primeira entrevista.

Exigências

1.       Francês

Dependendo do cargo, o nível de francês exigido será de intermediário a avançado. Na ÉQ, temos alunos programadores JAVA e .NET que foram contratados ao concluir o nosso nível básico que tem 145 horas de duração (4 a 9 meses, dependendo da carga horária). Nosso último caso de sucesso impressionante, é de um aluno que começou o francês em dezembro de 2016, terminou nosso curso intermediário-avançado em agosto (fazendo 10 horas semanais) e foi contratado na missão de 2017 que foi realizada em agosto; tudo em 9 meses.

2.       Experiência de trabalho

A partir de 1 ano de experiência. Tudo depende do cargo.

3.       Formação

A maioria das vagas exige tecnólogo (DEC technique) ou bacharelado (baccalauréat) em Ciências da Computação ou área conexa.

4.       Conhecimento técnico

As principais necessidades são com programação .NET e JAVA, más tem vagas para analista, arquiteta, etc.

Fora da missão

Temos também alunos que são contratados fora da missão. Alguns, foram chamados pelo LinkedIn e outros, mais pro-ativos, enviaram seus currículos para empresas explicando que estavam dispostos a se mudar para o Canadá, demonstrando nível de francês e inglês e que para a sua profissão, o processo de pedido de visto seria simplificado.

Também, existem recrutadores internacionais que podem o ajudar a encontrar um emprego no Québec. Conheça a Abacus que recruta profissionais que já tem em mãos o Certificat de Sélection du Québec (Certificado emitido aos candidatos selecionados pela província de Québec).

Regras para visto de trabalho temporário

No geral, para uma empresa contratar um estrangeiro não residente permanente, é preciso comprovar para os governos que não foi possível encontrar um profissional com o mesmo perfil no mercado local. Essa comprovação exige um investimento em tempo e dinheiro. Por isso, poucas empresas conseguem ou querem contratar trabalhadores temporários estrangeiros.

No caso de alguns cargos de TI, como foi comprovado por várias empresas que a falta de profissionais nesse ramo é gritante, o governo permite que as empresas contratem fora do Canadá sem realizar essa comprovação. Segue lista de cargos em TI que se enquadram no tratamento simplificado:

1.       Engenheiro da computação

2.       Analista e consultor de informática

3.       Engenheiro e criador de software

4.       Programador e desenvolvedor de mídias interativas

5.       Desenvolvedor de websites

6.       Tecnólogo em redes de informática

7.       Agente de suporte ao usuário

8.       Tester de videogames

A lista completa se encontra neste link.

Humor quebequense

Humor é muito difícil de traduzir de um idioma para o outro. Temos alunos que estão no Québec há vários anos e que até hoje não acham nenhuma graça nas piadas quebequenses e outros que racham o bico logo no primeiro vídeo de um humorista do país de acolhimento.

O humor no Québec é muito valorizado. Os humoristas são provavelmente os artistas mais bem pagos da sociedade. Eles são contratados para atuar nos melhores filmes, gravam propagandas para as marcas mais ricas e os festivais lotam suas salas de teatro quando o espetáculo é de um humorista famoso. Você deve conhecer o Juste Pour Rire ou Just For Laughs em inglês. Eles organizam festivais de humor em várias cidades do país. O festival de humor de Montréal será do dia 14 até 28 de julho de 2018. São eles também que gravam aquelas cápsulas de pegadinhas vendidas e transmitidas mundialmente. Nos site do Juste Pour Rire, você pode ler que Montréal é a cidade mais engraçada do planeta.

O Québec curte tanto humor que tem um gala dedicado somente ao humor. Se chama o Gala des Olivier em homenagem ao Olivier Guimond, humorista falecido em 1971.

O humorista que você já deve conhecer pelo filme Bon Cop Bad Cop que foi comercializado no Brasil se chama Patrick Huard. Além de ser muito engraçado, ele é famoso por aparecer em diversos filmes famosos no mundo inteiro: Bon Cop, Bad Cop 1 e 2; Les Boys; Nez Rouge; Maman Last Call; Starbuck; etc.  Veja esse trailer para conhecê-lo como ator.

Particularmente, gosto muito do Louis-José Houde. Ele é conhecido por falar muito rápido então talvez não seja o primeiro humorista quebequense a descobrir; ele pode assustar os alunos mais iniciantes. O humor dele traz assuntos muito simples do dia a dia e te faz olhar certos pontos da sua vida de um ponto de vista inesperado. Ele também aparece cada vez mais em filmes e propagandas.

Martin Matte é o humorista mais famoso por ganhar muito dinheiro com propaganda. Ele faz propagandas para o supermercado Maxi e o fabricante de carros Honda. O principal personagem dele é ele mesmo se achando melhor que qualquer outro. Ele é o criador do programa Beaux Malaises no qual ele é o principal ator. Aproveite este curta para descobrir os piores palavrões quebequenses: osti de calisse de tabarnak…

Quer saber mais? Veja esse TOP 15 publicado pela TVA Nouvelles.

École Québec é centro aplicador do TFI

O “test de français international” (TFI) tem como objetivo avaliar o nível de francês de pessoas não-francófonas para lhes fornecer a oportunidade de ingressar em programas de estudos ou conseguir um emprego. Após a realização da prova, todos os candidatos recebem um certificado.

Estudar: a grande maioria dos centres de formation professionnelle (CFP), dos cegeps e das universidades francófonas canadenses exigem o resultado no TFI para candidatos não-francófonos.

Trabalhar: apresentar o seu resultado do TFI no seu currículo para comprovar a sua competência no francês pode ser um diferencial. Tem empresas que exigem de todos os funcionários não francófonos.

Descrição

O TFI é uma prova estandardizada de 110 minutos. Todos os exercícios são de múltipla escolha e a prova é sempre realizada no papel. A prova é dividida em duas partes: compreensão oral e compreensão escrita. Cada parte tem 90 perguntas.

Os resultados do TFI refletem de uma maneira simples e justa a habilidade de comunicação em francês do candidato tanto no ambiente acadêmico quanto no ambiente dos negócios. O resultado é válido por 2 anos e varia entre 10 e 990 pontos. Na tabela abaixo, é possível saber qual resultado do TFI é compativel com qual nível do Quadro Europeu Comum de Referência.

Preparação para a prova

Cada prova de proficiência é diferente. Entender como a prova é construida e como ela identifica o seu nível no idioma pode melhorar significativamente o seu resultado. Se quiser auxílio de um professor experimentado, marque uma aula preparatória presencial ou em sala virtual. Usamos o guia preparatório ao TFI da ETS Canada.  Saiba mais sobre os nossos cursos preparatórios.