Rubens e Tati

Nosso processo de obtenção do CSQ foi relativamente rápido pra época (começo de 2007, não sei como está hoje) e durou uns oito meses, da entrada com o pedido até o CSQ. Entramos com o pedido em janeiro et em agosto já estávamos com o CSQ em mãos. Minha esposa, a Tatiana, é administradora de empresas e eu sou engenheiro mecânico. A Tati foi aplicante principal e, durante todo o período antes da entrevista ela fez uma pesquisa extensiva sobre o Québec. Fomos uns dos primeiros alunos da École Québec e a nossa querida professora Catherine Potvin nos ajudou MUITO nesta época, com a documentação, com a tradução dos curriculos et principalmente com a preparação para a entrevista. A entrevista, por sinal, foi absolutamente tranquila, mesmo o entrevistador sendo um chato (M Carl Teixeira). Foi interessante, num dado momento da entrevista, quando ele nos perguntou onde estudamos francês, já que falávamos tão bem. Dissemos que fizemos o intensivo com uma professora québécoise na École Québec. O sorriso disfarçado de M. Teixeira o denunciou, ele estava bastante satisfeito com o nosso nível de francês et de notar como estávamos bem preparados para imigrar. Lembro muito bem do que ele disse no final da entreviste: “Ça me fait plaisir de vous dire que vous êtes acceptés. Félicitations!” No fundo, acho que é mais ou menos isso que os entrevistadores avaliam, ou seja, a sua capacidade de adaptação a uma situação nova e bastante desafiadora, muito mais do que simplesmente verificar a validade das informações fornecidas.

Durante nossa preparação com a Catherine, tivemos oportunidade estudar com outras professoras também. Teve a Camille, prima da Catherine (nunca mais vou esquecer: Cami-iô, Cami-iô-iô, Camiiie, hehehehe), depois a Maude-1 et o Jean-Nicolas. O mais bacana foi aprender o sotaque tipicamente québécois. Isso, pra gente, ainda faz muita diferença também, porque as pessoas dizem (em francês, lógico), vocês falam muito bem francês, onde aprenderam? …Com uma professora québécoise que mora em São Paulo…” e lá vem um discreto sorriso de aprovação logo em seguida. O contato com o nativo é MUITO importante pro aprendizado da língua, comme il faut. O francês da França é outro planeta, tipo o português de Portugal.

Depois, teve os pais da Catherine também, o Roméo et a Marie, que são duas pessoas muito bacanas também. Ficamos os primeiros dias na casa deles em Saint-Raymond logo que chegamos ao Québec. Outra coisa bacana é a rede de amigos que você faz na École Québec, que no final, serão seus amigos aqui no Québec também. E teve os churrascos, as imersões, o material, etc.

Enfim, dava pra falar muito mais coisas aqui sobre a nossa preparação, mas o que me pareceu mais bacana falar foi a relação que construimos com a Catherine, uma pessoa muito querida pra gente (e para os outros alunos também), e tudo o que ela fez por nós et pelo francês que falamos hoje. Se hoje estamos bastante bem aqui no Québec, a Catherine/École Québec tem participação importantíssima em tudo isso.