Mirela e Ricardo

Depois de 10 meses no Québec e de um período de adaptação e preparação aqui para enfrentar melhor o mercado de trabalho, estamos contentes que nosso sonho começa a tomar forma.

Estamos felizes e muito agradecidos à École Québec, representando todos os profesores que tivemos, que durante esse período de preparação para imigrar, nos ajudou a viver um pouquinho do Québec mesmo ainda estando no Brasil!

O que vocês ensinaram foi muito mais do que francês 🙂

Relato de Entrevista – 19 novembre 2008

Antes de começar nosso relato, irei descrever nossos perfis e também já dizer de antemão que a nossa entrevista estava marcada no dia 12/11/08. Às 15h30, já estávamos com o nosso CSQ!

Perfis:

Mirela – Requerente Principal

28 anos

Graduada em Arquitetura e Urbanismo desde 2002

4,5 anos de experiência

368 horas de francês

Ricardo- Esposo

28 anos

Graduado em Arquitetura e Urbanismo desde 2003

Curso Técnico em Edificações

2,5 anos de experiência

228 horas de francês

Entrevista:

Chegamos ao CENU 14h30 e avisamos na portaria da nossa presença, e na mesma hora percebi que a recepcionista possuía uma lista com os horários da entrevista e na intenção de acalmar a minha ansiedade fiz a seguinte pergunta:

– Quem devemos procurar para a entrevista?

A resposta foi imediata:

– MS. Eddie Alcide

Fomos avisados que as entrevistas estavam com 1hora de atraso.

Na sala de espera já no 15º andar onde estávamos com mais 2 pessoas que também esperavam, logo apareceu a Mme. Soraya Tandel se desculpando pelo possível atraso e dizendo que a causa disso era a queda do sistema e que possivelmente sairíamos dali com a nossa resposta, porém sem o papel, que seria enviado por correio o mais rápido possível.

Agradecemos a atenção e continuamos na nossa espera.

Para nossa surpresa, após todos saírem, passaram-se apenas 15 minutos de atraso e fomos chamados pelo MS. Alcide, que por sua vez foi muito profissional e tranqüilo.

Começou nos perguntando se preferíamos a entrevista em inglês ou em francês e a resposta foi:

– Eu prefiro francês mas se o Sr. preferir eu posso fazer em inglês. Meu marido também fala francês.

Ele sorriu e olhou para mim perguntando em inglês e prontamente respondi que sim e na seqüência vieram algumas perguntas do tipo: Onde você aprendeu? Quanto tempo estudou e por quê?

Bem essas foram as únicas perguntas em inglês.

Ele começou na seqüência a pedir meus documentos de comprovação de trabalho e eu fui mostrando. Tínhamos cartas assinadas de nossos empregadores em francês assim como holerites e carteira de trabalho e acreditamos que as cartas ajudaram em muito, já que nelas estavam todas as funções descritas assim como quantidade de horas. Assim que se deu por satisfeito pediu meu diploma e começou a digitar.

Pediu nossa certidão de casamento.

Dirigiu-se ao Ricardo e começou a pedir os diplomas e comprovações de trabalho dele. Das quais olhou apenas o necessário, a primeira delas. Perguntou algumas informações sobre Faculdade que ele estudou e do curso técnico.

Enfim, fez algumas afirmações sobre as dificuldades de Equivalência de Diploma e a nossa intenção de ter o titulo de Arquiteto reconhecido pela OAQ (Ordem dos Arquitetos do Québec) e disse que esse processo poderia tomar mais de 4 anos. De prontidão respondemos que tínhamos um plano bem definido para isso e que estávamos preparados para trabalhar como desenhistas e assistentes de arquitetos. Mostramos também um dos 3 organogramas que o Ri desenvolveu de como faremos esse processo e quais nossos planos para cada fase de adaptação.

A próxima pergunta foi:

– E se vocês não encontrarem trabalho?

– Não acreditamos que teremos problemas porque segundo nossas pesquisas, temos um mercado grande para explorar. Daí mostramos toda nossa pesquisa de mercado e vagas de emprego da nossa área no nosso plano.

E ele volta a digitar. Estávamos em silêncio quando o interrompemos para deixar claro que estávamos à disposição para falar em francês, caso ele quisesse. Muito educadamente virou a cadeira e disse:

– Vá pensando em alguma coisa para me dizer enquanto eu termino aqui.

No final ele já estava imprimindo o nosso CSQ e eu sem perceber comecei a mostrar um portifólio falei bastante de trabalho e ele se interessou no começo, fez uma pergunta e logo disse:

– Estou contente de dizer que vocês foram aceitos pelo Quebec.

Bom eu e o Ri nos olhamos muito felizes e enquanto ele assinava nosso CSQ nos disse que nós parecíamos estar preparados, com vários materiais, mas que também deveríamos estudar MUITO mais francês para chegarmos no Québec no ponto de encontrarmos um trabalho.

Sem comentar que o Ri ficou rindo de mim, pois eu estava lá falando como uma tagarela sobre o meu trabalho e o entrevistador tentando nos entregar o CSQ…rsrsrs nem vi o tempo passar.

Agradecemos, trocamos mais algumas palavras e saímos da sala, caminhando nas nuvens de tão felizes!!!

Impressões pessoais:

– Percebemos que ninguém está lá para impedi-lo e muito menos aprová-lo automaticamente, portanto é necessária uma postura ativa SIM. Postura essa que é utilizar das perguntas dele para dar respostas longas, falar sobre o plano de imigração e mostrar o seu francês.

– Tínhamos um Plano de Vida completo e com uma apresentação especial (um pouco até para mostrar a aplicação das nossas aptidões profissionais) , que foi usado 10%. Apesar de o entrevistador ter olhado nosso plano a fundo, ele foi fundamental para o nosso amadurecimento, planejamento e tomada de decisões, nos dando mais segurança para a entrevista, pois sabíamos que se precisássemos tínhamos previsto algumas situações futuras.

Concordamos com nossos amigos que já estão no Québec, de que a entrevista apesar de fundamental para o processo, é um pequeno passo para imigrar, e toda preparação, troca de experiências e pesquisa feita daqui ajuda na adaptação nas tão sonhadas terras Quebecoises!